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Valentino produz moletom de mais de R$ 3,5 mil para apoiar vacinação

O polêmico moletom da Valentino, aqui vestido pelo diretor criativo Pierpaolo Piccioli, gerou críticas de opositores às vacinas - Reprodução/Instagram
O polêmico moletom da Valentino, aqui vestido pelo diretor criativo Pierpaolo Piccioli, gerou críticas de opositores às vacinas Imagem: Reprodução/Instagram

Silvia Aloisi

da Reuters, em Milão

23/09/2021 11h41

A marca de luxo Valentino está produzindo uma edição limitada de moletom com a inscrição "(V)Vacinado", de 690 dólares cada (ou R$ 3.643, em cotação de hoje), usando seu logotipo com a assinatura V em apoio à campanha de vacinação contra covid-19.

Os recursos da iniciativa serão doados ao Unicef.

Os moletons pretos, com a palavra "vacinado" em vermelho no peito, foram criados por uma pequena empresa de Los Angeles chamada Cloney, sem que a marca italiana soubesse deles.

Quando o estilista da Valentino, Pierpaolo Piccioli, soube da iniciativa, decidiu comprar todos os 5 primeiros moletons disponíveis e dar de presente a amigos, incluindo Lady Gaga, disse Valentino em um comunicado.

A cantora vestiu a peça para uma campanha da linha de beleza da grife.

Em seguida, ele passou a produzir uma série de moletons para serem vendidos no site da Valentino a partir de 23 de setembro.

Os rendimentos irão para o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), para apoiar seu trabalho com a plataforma global de compartilhamento de vacinas Covax, que está focada em obter vacinas contra a covid para países mais pobres.

"Ser vacinado se tornou a forma mais eficaz de combater esta pandemia global", acredita Piccioli.

O diretor criativo da Valentino ainda frisa que vacinar-se "não é uma escolha, é uma responsabilidade civil", escreveu em sua conta pessoal.

"Você não pode ser livre para escolher respeitar os outros. A liberdade deve ser sempre protegida e pela liberdade deve-se lutar: pela liberdade de ser você mesmo, a liberdade de pensar, a liberdade de amar, a liberdade de expressar suas ideias. A liberdade de não respeitar os outros é apenas mais uma forma de prevaricação. E não gosto de nenhuma forma de abuso", finalizou.