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Morador de Lisboa dá vida nova a bondes históricos da cidade

Com poucos recursos e equipamentos, Marques e seus sócios muitas vezes usam as próprias mãos para consertar os bondes - Pedro Nunes/Reuters
Com poucos recursos e equipamentos, Marques e seus sócios muitas vezes usam as próprias mãos para consertar os bondes
Imagem: Pedro Nunes/Reuters

Catarina Demony

25/06/2021 12h53

O chocalhar dos bondes amarelos característicos de Lisboa ecoa pelas ruas de paralelepípedo há mais de um século, mas agora que cada vez mais deles são retirados de circulação, um homem assumiu a missão de manter a tradição viva.

Em um armazém do norte da cidade, Paulo Marques coleciona e reforma bondes antigos e enferrujados desde sua primeira aquisição, em 1996.

Em um armazém do norte da cidade, Paulo Marques coleciona e reforma bondes antigos - Pedro Nunes/Reuters - Pedro Nunes/Reuters
Em um armazém do norte da cidade, Paulo Marques coleciona e reforma bondes antigos
Imagem: Pedro Nunes/Reuters

"Quando comprei o primeiro bonde, as pessoas não se importavam, mas agora há mais respeito", disse Marques, de 48 anos, dentro do armazém lotado com 13 bondes e equipamentos para consertá-los. "O bonde se tornou o cartão-postal da cidade."

Os bondes transportam os lisboetas para cima e para baixo das ruas inclinadas da capital portuguesa desde 1901, e ainda são populares. Nos últimos anos, moradores se queixaram de não poder usá-los para suas travessias cotidianas devido às hordas de turistas ansiosos para conhecer as rotas mais emblemáticas.

Pedro Marques: coleção de bondes em tamanho real - Pedro Nunes/Reuters - Pedro Nunes/Reuters
Imagem: Pedro Nunes/Reuters
Pedro Marques: "Quando comprei o primeiro bonde, as pessoas não se importavam, mas agora há mais respeito" - Pedro Nunes/Reuters - Pedro Nunes/Reuters
Imagem: Pedro Nunes/Reuters

Antes de os ônibus e o metrô começarem a dominar o sistema de transporte urbano, a partir dos anos 1960, centenas de bondes circulavam em mais de 100 quilômetros de trilhos. Agora restam cerca de 50 bondes históricos.

Com poucos recursos e equipamentos, Marques e seus sócios muitas vezes usam as próprias mãos para consertar os bondes, alguns deles de 1906.

Bondes transportam os lisboetas nas ruas inclinadas da capital portuguesa desde 1901 - Pedro Nunes/Reuters - Pedro Nunes/Reuters
Bondes transportam os lisboetas nas ruas inclinadas da capital portuguesa desde 1901
Imagem: Pedro Nunes/Reuters

Qualquer um que venha aqui, gostando de bondes ou não, fica fascinado com a coleção. Itens de colecionador geralmente são pequenos, não em tamanho real. Isto aqui é único."

(Reportagem adicional de Miguel Pereira e Pedro Nunes)