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Redes Accor, Marriott e Hilton suspendem construções de hotéis na Rússia

O hotel Ritz-Carlton de Moscou, da rede Marriott: outros empreendimentos luxuosos como este serão paralisados no país - Reprodução
O hotel Ritz-Carlton de Moscou, da rede Marriott: outros empreendimentos luxuosos como este serão paralisados no país Imagem: Reprodução

De Nossa

10/03/2022 13h51

Três das maiores redes hoteleiras do mundo, a francesa Accor e as americanas Marriott e Hilton, anunciaram entre a quarta-feira (9) e a manhã desta quinta (10) a suspensão das atividades de expansão de suas marcas na Rússia devido à invasão e subsequente guerra na Ucrânia.

Na prática, a construção de novos hotéis e empreendimentos no país de Vladimir Putin foram paralisadas.

Marriott

Em comunicado à imprensa, a Marriott se comprometeu a doar US$ 1 milhão (pouco mais de R$ 5 milhões) para auxílio humanitário na Ucrânia. Além disso, a rede comunicou que seu escritório em Moscou foi fechado, assim como a abertura de novos hotéis que já estavam com as obras prontas também foi suspensa.

"Nossos hotéis [em funcionamento] na Rússia são de propriedade de terceiros e nós continuamos a avaliar a capacidade destes hotéis continuarem abertos", complementou a companhia, que salientou colaborar com as sanções impostas pelos EUA e obedecer às legislações vigentes.

"Nós lamentamos as perdas de vida, o amplo impacto em milhões de civis inocentes e o desastre humanitário na Ucrânia. Fortemente apoiamos todos aqueles trabalhando pela paz e para por fim a este sofrimento desnecessário", condenou ainda a Marriott.

Hilton

A rede disse acompanhar com "choque e descrença os eventos trágicos" na Ucrânia e, além da paralisação dos novos empreendimentos, prometeu destinar 1 milhão de diárias em apoio aos refugiados ucranianos e esforços de auxílio humanitário na Europa, em parceria com a American Express e terceiros que sejam sócios de seus hotéis.

Assim como a Marriott, a Hilton ainda anunciou o fechamento de seu escritório em Moscou, mas frisou que continuará pagando os funcionários locais.

Hilton Moscow Leningradskaya - Reprodução - Reprodução
O hotel Hilton Moscow Leningradskaya, na capital russa
Imagem: Reprodução

Hotéis da rede devem continuar abertos. No entanto, a empresa se comprometeu a doar todo o lucro das operações na Rússia também aos esforços humanitários na Ucrânia.

Através de sua fundação, a Hilton Effect Foundation, a companhia ofereceu US$ 50 mil (pouco mais de R$ 253 mil) à organização World Central Kitchen, que tem destinado refeições à zona de conflito.

Accor

A companhia francesa, que também paralisou o desenvolvimento de cinco hotéis na Rússia previstos para abrir ainda em 2022, além dos três que estavam em andamento na Ucrânia, encerrou ainda todas as suas parcerias com empresas russas.

Segundo o Financial Times, o rompimento vem dias após o presidente da rede, Sébastien Bazin, ter cancelado uma reunião com o presidente russo, Vladimir Putin, marcada para o início desta semana.

Vista do hotel SO/ Sofitel, da Accor, em São Petersburgo - Reprodução - Reprodução
Vista do hotel SO/ Sofitel, da Accor, em São Petersburgo
Imagem: Reprodução

Assim como Marriott e Hilton, a Accor manterá seus mais de 50 hotéis que funcionam sob as mais diversas linhas, como Novotel e Ibis, abertos "em apoio aos seus 3.500 funcionários russos".

No entanto, suas medidas foram um pouco mais rígidas que as dos concorrentes.

"Todas as operações de gestão, incluindo reservas, distribuição, serviços de cortesia e compras para os hotéis cujos donos estiverem incluídos em quaisquer listas de sanções serão suspensas", comunicou a rede ao jornal.