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'Café de gatos' na Ucrânia segue aberto para oferecer comida e apoio

O proprietário Serhii Oliinyk comanda o negócio e cuida dos 20 gatos com a esposa, Marta - Divulgação/Cat Cafe Lviv
O proprietário Serhii Oliinyk comanda o negócio e cuida dos 20 gatos com a esposa, Marta Imagem: Divulgação/Cat Cafe Lviv

De Nossa

07/03/2022 18h09

Apesar da temerária situação do país em meio à guerra que já dura 12 dias contra a Rússia, o ucraniano Serhii Oliinyk decidiu manter aberto o seu estabelecimento, o Cat Cafe Lviv, para oferecer "comida quente e emoções positivas" àqueles que estão sofrendo com o conflito.

À "Newsweek", ele relatou que abre suas portas ao lado da esposa e dos 20 gatos que já abrigam no local todos os dias das 9h da manhã às 9h da noite.

"Frequentemente ouvimos as sirenes, mas ainda estamos seguros. Não entramos em pânico, ficamos com os gatos e estamos preparados para defender nossa cidade", contou. Segundo ele, a situação em Lviv ainda não é crítica: mísseis já atingiram seus entornos, mas nenhum teve como alvo direto a cidade.

"Quando descobrimos que a guerra havia começado em nosso país, percebemos que nunca o deixaríamos, que este é o único lugar onde conseguíamos nos ver no futuro. Então, tentamos continuar fazendo as coisas que fazíamos todos os dias: nosso trabalho, preparando comida e bebidas para pessoas que viessem ao nosso café para levantar seu astral graças aos nossos 20 gatos."

Segundo Oliinyk, os gatos ajudam a animar os frequentadores do local, ainda que em número bem menor do que antes do conflito. O site do café o descreve como um ponto de "terapia gateira", onde é possível descansar sob os bichanos ronronando e ser "curado" de seus problemas.

Parte dos lucros do café tem sido doada ao exército ucraniano, ainda de acordo com a Newsweek. Próxima à fronteira com a Polônia, Lviv ainda tem mantimentos em seus estabelecimentos, no entanto, é incerto até quando o fornecimento continuará.

O comerciante garantiu que seus estoques estão repletos de comida para humanos e animais no momento. "Mas não sabemos o que acontecerá amanhã".

Ele se mantém esperançoso que a ajuda vinda da Polônia e de outras partes do mundo, inclusive para os gatos, possa prosseguir através dos voluntários e de abrigos que acolhem ucranianos e seus pets. "Estamos prontos para diferentes situações possíveis. Esperamos o melhor, mas nos preparamos para o pior".