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Pesquisa mede desejo de brasileiros de realizar viagens internacionais

No entanto, não é a pandemia que mais preocupa o viajante brasileiro, mas sim os valores do dólar, do euro e da libra - Pollyana Ventura/iStock
No entanto, não é a pandemia que mais preocupa o viajante brasileiro, mas sim os valores do dólar, do euro e da libra Imagem: Pollyana Ventura/iStock

De Nossa

20/09/2021 04h00Atualizada em 20/09/2021 13h18

O período de isolamento e restrições para viajar, que em alguns locais e casos já dura 18 meses, deixou o brasileiro na saudade de fazer as malas.

De acordo com uma pesquisa encomendada pela empresa de transferências financeiras Wise à companhia de consultoria Morning Consult, que ouviu 500 viajantes internacionais em todo o Brasil em agosto de 2021, um quarto dos brasileiros entrevistados já planeja deixar o país para fazer turismo nos próximos seis meses.

E a maioria esmagadora — 88% — diz que viajar internacionalmente está na sua lista de prioridades assim que a vida retomar um ritmo mais próximo ao de antes da pandemia de covid-19.

De acordo com os dados da pesquisa, divulgados com exclusividade para Nossa, três em cada cinco entrevistados garante que nunca sentiu maior vontade de explorar o exterior do que agora, especialmente para aprender mais sobre a cultura local, disseram 69%. Entre as principais saudades, também figuram visitar novos pontos turísticos, como museus e igrejas (65%) e vivenciar ambientes que não existem por aqui (61%), segundo o levantamento.

Para 89% deles, viajar para o exterior trouxe experiências positivas e algumas das melhores lembranças de sua vida. No entanto, não é a pandemia — seja por índices de contágio ou preocupações com as vacinas — que tira o sono da maior parte destes turistas brasileiros que sonham ou planejam uma temporada fora do país em breve.

60% apontaram os aumentos recentes das taxas de câmbio, especialmente os valores do dólar, do euro e da libra, como a maior dificuldade do momento.

Comparativo com outros países

O levantamento também entrevistou 500 viajantes nos Estados Unidos e no Canadá. Os resultados da pesquisa completa têm uma margem de erro de mais ou menos 4 pontos percentuais.

Apesar do alto número de viajantes brasileiros que planejam viajar para o exterior nos próximos seis meses (28%), eles ainda perdem para os americanos (42%) e empatam, dentro da margem de erro, com os canadenses (24%).

Os viajantes americanos (62%) e brasileiros (62%) são mais propensos do que os do Canadá (55%) a concordarem que sentem mais desejo de viajar internacionalmente do que nunca.

Os homens são mais prováveis de viajar em seis meses nos três países. No entanto, a faixa etária de 18 a 34 anos está à frente principalmente nos EUA (54%) e no Canadá (32%), enquanto no Brasil a faixa etária predominante é entre 35 e 54 anos (32%).

Não há consenso entre os países quanto aos principais desafios de uma viagem para o exterior. Enquanto os brasileiros apontam as taxas de câmbio infladas como a maior dificuldade — ela só aparece em sexto para os americanos, que apontam alterações e atrasos inesperados no itinerário (46%) como o principal transtorno. Já os canadenses consideram o preço do hotel (46%) o maior desafio ao viajar internacionalmente.