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Inglaterra estuda eliminar testes de covid-19 antes de voos para vacinados

O Big Ben, em Londres, pode estar mais perto de voltar a receber turistas vacinados do mundo todo, até mesmo do Brasil - Getty Images/EyeEm
O Big Ben, em Londres, pode estar mais perto de voltar a receber turistas vacinados do mundo todo, até mesmo do Brasil Imagem: Getty Images/EyeEm

De Nossa

16/09/2021 13h48

A Inglaterra poderá eliminar a necessidade de apresentação de exames de covid-19 feitos antes da viagem para passageiros completamente vacinados entrando no país, em preparação para o fim dos subsídios do governo britânico ao turismo no fim do mês de setembro. A informação é do jornal Financial Times.

A nova proposta, de acordo com a publicação que teria ouvido membros do gabinete do Primeiro-Ministro Boris Johnson, também mudaria o atual sistema de cores que categorizam os destinos seguros ou perigosos para viagens. As listas verde, de nações seguras, e âmbar, em estado de atenção, se fundiriam em uma única lista de países com boa evolução da pandemia, de onde e para onde seria possível transitar imunizado sem a necessidade de testes.

Uma segunda relação ainda seria criada com destinos que devem ser evitados. Caso o viajante tenha vindo de um dos países desta lista, deverá cumprir quarentena ao entrar em território inglês.

A mudança aconteceria após meses de queixas da população e de empresas da indústria de turismo e hotelaria que acreditavam que os altos custos dos múltiplos testes de covid-19 exigidos para as viagens, além de inúmeras proibições de circulação e do medo latente de testar positivo e ter que arcar com uma quarentena por parte dos viajantes, causavam prejuízo significativo à economia local e desencorajavam a retomada do setor.

O secretário de saúde do Reino Unido, Sajid Javid, disse à rede Sky News na terça-feira (14) que "não gosta da ideia [de introduzir] o passaporte da vacina" e que "quer se livrar o mais rápido possível" dos testes de PCR de passageiros vacinados vindos de "certos países".

Um único teste do tipo PCR custa no país, em média, 75 libras (cerca de R$ 543, em cotação de hoje), segundo estimativa da emissora. Paul Charles, conselheiro de companhias aéreas no país ouvido pelo Financial Times, acredita ainda que cerca de 20 países sejam em breve também removidos da lista vermelha, em que o Brasil se encontra.