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Restaurante na Flórida proíbe entrada de eleitores do presidente Joe Biden

O restaurante DeBary Diner, na Flórida, não recebe mais apoiadores de Joe Biden - Reprodução/Twitter
O restaurante DeBary Diner, na Flórida, não recebe mais apoiadores de Joe Biden Imagem: Reprodução/Twitter

De Nossa

08/09/2021 16h02

O DeBary Diner, na Flórida, se recusa, desde o dia 26 de agosto, a servir apoiadores e eleitores do presidente americano Joe Biden.

A dona do restaurante, Angie Ungarte, tomou a decisão para protestar a gestão do governo a respeito da retirada das tropas dos EUA do Afeganistão.

"Se você votou e continua apoiando a inútil, inepta e corrupta administração atualmente ocupando a Casa Branca, que é cúmplice da morte dos nossos soldados e soldadas no Afeganistão, por favor, se dirija a outro lugar", diz a placa afixada na fachada do estabelecimento.

À rede de TV Fox News, a proprietária revelou que redigiu a mensagem no dia em que 13 militares americanos morreram no atentado terrorista que explodiu o aeroporto de Cabul. "Estava enojada e decepcionada. Me senti como uma das mães, esposas ou irmãs desses soldados", explicou.

A decisão de Angie fez sucesso com os veteranos de guerra que frequentam o DeBary ou que vivem e visitam a região, tanto que ela foi obrigada a fechar o restaurante no dia 2 de setembro devido à falta de comida nos estoques, já que a demanda havia saído de seu controle nos dias anteriores.

Na página da casa no Facebook, ela agradeceu o apoio da comunidade.

"As últimas 48 horas foram interessantes. Aos inúmeros militares na ativa e aos veteranos da reserva que entraram em contato conosco, do fundo do meu coração, obrigada pelo seu apoio e pelo seu serviço ao nosso país. Vocês me mantêm no rumo quando eu estou sentindo o peso do mundo nos meus ombros. Não há palavras. Apenas um solene 'obrigada'. Não sei como isso aconteceu, mas não posso decepcioná-los".

O DeBary Diner tem recebido encomendas até de clientes internacionais, que gostariam de destinar refeições a ex-militares da guerra no Afeganistão, contou a dona ao Daytona Beach News-Journal,

"Tenho recebido tantas ligações de pessoas do mundo todo, da Europa, tentando fazer pedidos de refeições para veteranos, que ainda não consegui organizar. Acho que os veteranos serão alimentados pelo resto do ano no ritmo em que tenho recebido doações", relatou.

Apesar de toda a onda de apoio, Angie também recebeu algumas ameaças de morte e de bombas, afirmou ainda à Fox News. Ela ainda frisou que sua decisão não é política — e que ela teria postado exatamente a mesma mensagem se o ex-presidente Donald Trump estivesse na Casa Branca neste momento.