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Samuel Rosa revela planos após última turnê do Skank, em 2022

Bruno Calixto

Colaboração para Nossa

18/07/2021 04h00

No programa Brasil com Zeca, de Nossa, o cantor e guitarrista Samuel Rosa abriu seu coração para Zeca Camargo e falou sobre o fim do Skank, Carlos Drummond de Andrade e a música brasileira em tempos de plataformas digitais.

"A não ser que eu perca meu cargo e seja demitido, serei sempre do Skank, ficou muito difícil entender o que vai acontecer", avisa.

Depois da turnê de 2022, primeiro ciclo depois de 30 anos, eu quero um tempo para experimentar outras coisas que não ser guitarrista e vocalista"

Ele explica que a memória do Skank não acaba aí: "Tem algumas histórias para contar, mas de um outro jeito, de forma pontual, por outras pessoas": E revela que para Zeca um spoiler para animar os fãs.

Em breve, lançaremos alguns singles inéditos, uma espécie de EP para a turnê de encerramento que vai rolar ano que vem"

Samuel Rosa, da banda Skank, em 31/10/2019 - Eduardo Anizelli/Folhapress - Eduardo Anizelli/Folhapress
Imagem: Eduardo Anizelli/Folhapress

Sem discurso de vitimização

Ao ser provocado por Zeca Camargo a opinar sobre o não reconhecimento da música mineira frente a tantos nomes em evidência no Brasil hoje, Samuel Rosa afirma: "acho chato o discurso de vitimização".

"Eu podia ter ido morar no Rio, mas tinham aqueles caras do Clube da Esquina, o Lô (Borges) no Bar do Bolão em Santa Tereza (a de Belo Horizonte é com "z"), mais ou menos a mesma atmosfera da Santa Teresa carioca (com "s"), pela boemia e os artistas. Todo mundo sabe".

Sobre a popularização das plataformas de música on-line, que permitem o acesso a uma infinidade de músicas, Samuel acredita que não precisa tanta quantidade: "Não faz o menor sentido, ninguém consegue assimilar, aprofundar".

Antigamente, a gente pegava um LP do Gil e ficava decupando, ouvindo 200 vezes. A cada audição descobria uma coisa nova"

Aos 55 anos, Samuel Rosa reluta um pouco em dizer sobre a dor e a delícia de lançar um trabalho hoje, quando todo mundo poder ouvir tudo por streaming ou no Youtube, em tempo real.

"Quando o Skank lançou o primeiro álbum independente em 1992, era preciso mandar para o 'Correio Braziliense' poder fazer uma resenha. A gente gastava o dinheiro da cerveja do fim de semana com Sedex", lembra.

"A nossa primeira matéria nacional foi na MTV, com você como apresentador, graças a um amigo em comum que te mandou o CD. Atualmente, vejo a banda do meu filho que tem mais clipe que o Skank. Todo mundo ouve na hora, nas plataformas. O caminho continua difícil também, mas a dificuldade era outra".

Em paralelo, o músico usa o Youtube para falar do Skank e da carreira.

"As pessoas querem ver você sem retoques, particularmente no meu caso, não me custa mostrar eu tocando violão na sala da minha casa, não tenho dupla personalidade", diz.

Para encerrar, Samuel Rosa cita os Beatles como banda favorita; o cantor Luiz Melodia como o nome com quem gostaria de ter dividido o palco; e a música "Grilos", de Erasmo Carlos, segundo ele, "uma obra prima".

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