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Gato bravo? Como identificar e evitar a agressividade dos bichanos

Seu gato anda agressivo? Saiba o que pode estar acontecendo - Getty Images/EyeEm
Seu gato anda agressivo? Saiba o que pode estar acontecendo
Imagem: Getty Images/EyeEm

Juliana Finardi

Colaboração para Nossa

06/07/2021 04h00

As famosas "lutinhas" com tapas, perseguições e mordidas estão entre as brincadeiras preferidas dos gatos. É através delas que, desde filhotes, os felinos treinam para possíveis brigas na vida adulta. Mas, como descobrir que a diversão e outras atitudes passaram do ponto e os gatos apresentam quadros de agressividade?

"Geralmente as brincadeiras não são seguidas de vocalizações e os gatos devem trocar o papel de quem persegue e de quem foge, não ter apenas só um que sempre foge ou fica encurralado", afirma Any Correa, comportamentalista de felinos.

Debora Paulino, veterinária especialista em gatos, professora e terapeuta comportamental, acrescenta que durante as lutinhas comuns, os gatos permanecem relaxados.

Quando estão em um momento de brincadeira, eles brincam, param, voltam, não se escuta o tal do 'fu' ou os gatos rosnando com a pupila dilatada, cauda emplumada, cheia e o pelo da coluna todo eriçado. Estes são comportamentos relacionados a agressividade".

Brincadeira ou briga? Saiba como identificar a diferença - Getty Images/EyeEm - Getty Images/EyeEm
Brincadeira ou briga entre gatos? Saiba como identificar a diferença
Imagem: Getty Images/EyeEm

Além das brincadeiras mais acirradas, podem-se observar comportamentos agressivos em alterações corporais e de feição.

"Esse gatinho passa a ser menos tolerante, menos sociável e, diante do gatilho, do cenário em que apresenta a agressividade, ele fica inquieto e agitado. Também pode começar a não aceitar mais carinho e se esquivar com olhar fitado para quem estiver fazendo o carinho", diz Debora.

O que pode causar a "braveza"?

Ela também explica que a agressividade é uma forma de comunicação sobre algum incômodo, que pode ser físico, sonoro ou olfativo — o gatinho pode ter uma resposta comportamental agressiva ao sentir o cheiro de um possível predador, por exemplo.

"Ele também pode responder com agressividade a um barulho que causa incômodo sonoro ou a um ambiente com outros gatos sem um bom convívio", conta.

Barulho e até cheiros incômodos podem contribuir para a agressividade felina - Getty Images/iStockphoto - Getty Images/iStockphoto
Barulho e até cheiros incômodos podem contribuir para a agressividade felina
Imagem: Getty Images/iStockphoto

Juliana Toledo, veterinária da SPet junto à Cobasi, diz que outra hipótese a ser descartada é a de um problema como dor articular, abdominal ou alguma doença, que são capazes de modificar o comportamento de um felino.

Pode ser um problema fisiológico e é a primeira causa a ser descartada para, aí sim, pensarmos se esse gatinho tem um comportamento agressivo simplesmente por índole ou falta de socialização."

Apesar de não haver relação de níveis de agressividade com o sexo dos animais, machos ou fêmeas não castrados tendem a ser mais briguentos devido a disputas territoriais, de acordo com Juliana Toledo. "Por isso, a indicação é sempre castrar os felinos", diz.

Como resolver

Agressividade em gatos pode não ser problema de comportamento - Getty Images - Getty Images
Agressividade em gatos pode não ser problema de comportamento
Imagem: Getty Images

Eliminada a possibilidade de uma causa física, é hora de partir para a solução do problema. Debora recomenda que o tutor fique atento ao gatilho, aquela chavinha que vira de repente e faz o felino chegar ao comportamento nada desejável.

Temos de prevenir que ele chegue a esse limite até porque a agressividade está ligada a medo, frustração, estresse e tudo isso pode gerar doenças, distúrbios comportamentais mais intensos assim como problemas físicos relacionados ao estresse que fica descompensado."

Nos casos em que os gatinhos são agressivos com os tutores, Any afirma que os felinos que não conviveram com a mãe e os irmãos não aprenderam a medir forças e, por isso, podem ter brincadeiras mais "pesadas".

"Muitas vezes também os próprios tutores brincam de forma errada com mãos e pés levando o gato a sempre querer brincar assim. É muito importante redirecioná-los para os brinquedos", recomenda.

Agressividade com tutor também é mal sinal entre bichanos - Getty Images/EyeEm - Getty Images/EyeEm
Agressividade com tutor também é mal sinal entre bichanos
Imagem: Getty Images/EyeEm

A disponibilidade de brinquedos, aliás, está entre as dicas de Debora para uma residência com muitos gatos em conflito.

"Deixar caixa de areia, pote de água, comida e lugar de brincar de forma separada dentro de casa, não colocar tudo no mesmo cômodo, possibilita que todos os gatos tenham acesso aos recursos e que a casa seja mais democrática", indica a veterinária.

Brinquedos e separação de áreas de convívio podem contribuir para melhor convivência - Getty Images - Getty Images
Brinquedos e separação de áreas de convívio podem contribuir para melhor convivência
Imagem: Getty Images

Para a turma do "deixa disso", Juliana Toledo diz que tentar separar a briga dos bichinhos não é uma boa ideia.

O ideal para separar essas lutinhas é chamar a atenção de ambos os gatos para outra situação, como por exemplo um brinquedo de varinha, onde ambos se interessem por predar outra coisa e dispersem a atenção da brincadeira em conjunto."