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Demônios-da-tasmânia são salvos de extinção, mas dizimam pinguins de ilha

A existência dos marsupiais gerou um declínio de outras espécies - Divulgação
A existência dos marsupiais gerou um declínio de outras espécies Imagem: Divulgação

Colaboração para Nossa, em São Paulo

24/06/2021 11h58Atualizada em 24/06/2021 13h03

Depois de tantos esforços para salvar a população de demônios-da-tasmânia da extinção, a presença desses animais na Ilha Maria, no mar da Tasmânia, tem causado um desequilíbrio ecológico. Agora, o problema é que eles estão gerando o extermínio de centenas de aves marinhas, principalmente pinguins.

Um estudo do grupo de conservação ambiental BirdLife Tasmania concluiu, conforme reportado pela CNN, que os cerca de 3 mil pinguins que viviam na região foram completamente dizimados pelos demônios-da-tasmânia.

Os marsupiais foram introduzidos em alguns locais, em 2012, por meio de um programa governamental entre a Austrália e a Tasmânia, que tinha como objetivo recuperar a espécie, atingida por um surto de um câncer facial contagioso.

O projeto funcionou, uma vez que a população saltou de 28 indivíduos à época na Ilha Maria para 100 em 2016. No entanto, outros animais acabaram sofrendo com os demônios, por exemplo as aves Pardela.

O representante da BirdLife Tasmania Eric Woehler explicou que o descontrole era esperado: "Quando você olha para o histórico de introduções acidentais ou intencionais de predadores carnívoros em ilhas oceânicas em qualquer lugar do mundo, sempre houve um impacto catastrófico nas populações de pássaros".

O ambientalista defende que os demônios-da-tasmânia sejam retirados da ilha. Assim, as aves afetadas pelo mamífero poderão se recuperar pouco a pouco, enquanto ele poderá se manter a salvo da extinção em outro local.