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"Não podemos voltar ao turismo de antes", diz ministro da Nova Zelândia

Vista do monte Taranaki ou Egmont, vulcão ativo na Nova Zelândia - Martin Vlnas/Getty Images/iStockphoto
Vista do monte Taranaki ou Egmont, vulcão ativo na Nova Zelândia Imagem: Martin Vlnas/Getty Images/iStockphoto

De Nossa

22/03/2021 15h33

Quem visitou a Nova Zelândia e gostaria de visitar novamente no pós-pandemia provavelmente não vai ter a mesma experiência de viagem. Isso porque, em uma conferência nesta sexta (19), o Ministro do Turismo, Stuart Nash, anunciou a necessidade de adaptação no modelo turístico do país.

"Não podemos voltar a o que existia antes do covid-19", disse ele. Em seu discurso, Nash também afirmou que o funcionamento do turismo até agora na ilha é insustentável e que coloca uma pressão indevida tanto sobre comunidades locais quando sobre as atrações naturais.

O ministro, no entanto, não foi o primeiro a sinalizar mudanças. Em 2019, Simon Upton, comissário parlamentar de Meio Ambiente, comentou sobre os efeitos negativos nos atrativos naturais e disse que o grande número de visitantes se contrapõem a própria intenção dos turistas em desfrutar da natureza com tranquilidade.

Auckland, cidade na Nova Zelândia - Haufires/Getty Images/iStockphoto - Haufires/Getty Images/iStockphoto
Auckland, cidade na Nova Zelândia
Imagem: Haufires/Getty Images/iStockphoto

Importância do turismo na ilha

Antes da pandemia, o setor representava 9,3% do PIB, o equivalente a 206 bilhões de dólares. De acordo com a Tourism Industry Aotearoa, mais de 13% de todos os empregos na Nova Zelândia vêm do turismo.

Com população estimada em 5,1 milhões de pessoas em dezembro de 2020, a Nova Zelândia recebeu 3,9 milhões de turistas em 2019. Em 2020, porém, o número não chegou a 1 milhão.

Reconhecido pelo sucesso do combate à pandemia, o país impõem restrições a turistas desde fevereiro de 2020. Na época, não tinha nenhum caso de coronavírus. Treze meses depois, suas fronteiras permanecem fechadas a quase todos os viajantes.

O governo afirmar estar trabalhando para abrir um corredor de viagens com a Austrália, mas, em seu discurso, Nash apontou ser improvável a volta ao turismo de massa antes de 2022.

Questionado pela Insider, o ministro não comentou sobre o futuro dos empregos de quem trabalha no setor.