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Tripulação 100% feminina bate recorde com voo comercial mais longo da Índia

Equipe formada só por mulheres foi responsável pelo feito - Reprodução Twitter
Equipe formada só por mulheres foi responsável pelo feito Imagem: Reprodução Twitter

De Nossa

14/01/2021 14h28

O voo comercial sem escalas mais longo operado por uma companhia indiana foi feito nesta semana por uma equipe de mulheres. A equipe feminina de pilotos fez história a bordo do Boeing 777, da Air India.

A decolagem foi feita em São Francisco, às 20h30, na noite de sábado (9). Após 17 horas, o avião pousou em Bengaluru, na segunda (11), às 3h07 (horário local). O percurso de 8.600 milhas é tido como o primeiro a ligar os EUA ao sul da Índia, passando sobre o Polo Norte.

"Somos filhas da Índia que tiveram a oportunidade de fazer esse voo histórico", disse a capitã Zoya Agarwal, que desde os 8 anos de idade sonhava em 'se perder nas estrelas'.

Conseguimos criar um novo capítulo na história da aviação indiana. Estou extremamente orgulhosa de fazer parte disso. Estava me preparando há mais de um ano para esse voo".

Avião que cruzou o caminho mais longo na história da aviação indiana - Reprodução Twitter - Reprodução Twitter
Avião que cruzou o caminho mais longo na história da aviação indiana
Imagem: Reprodução Twitter

O motivo da preparação estava na passagem sobre o Polo Norte, que exigia pesquisas de clima, nível de radiação solar e disponibilidade de aeroportos, para eventual necessidade de emergência.

A co-piloto Thanmei Papagari acompanhou Agarwal e foi responsável pela segunda metade do trajeto. Akansha Sonaware e Shivani Manhas também estavam a bordo.

À "CNN", Papagari disse que a viagem criará mais oportunidades para as mulheres: "a ideia de que a aviação é um campo dominado pelos homens está mudando. Estamos sendo vistas como pilotos, sem diferenciação".

A participação feminina na aviação do país do Sul da Ásia é maior do que em qualquer lugar do mundo. A título de comparação, as indianas correspondem a 12,4% do total, enquanto nos EUA, apenas 4% dos pilotos são mulheres.