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Brazil Immersive Fashion Week


Semana de moda virtual revoluciona a experiência de assistir aos desfiles

Reprodução/Instagram BRIFW
Imagem: Reprodução/Instagram BRIFW

Aline Fava

Colaboração para Nossa

08/11/2020 17h01

Democrática, a BRIFW, primeira semana de moda imersiva da América Latina, dispensa convites disputados e deslocamentos complicados. Todo mundo pode assistir as apresentações de qualquer lugar do mundo.

Nossa conversou com Isabel Junqueira, jornalista e uma das fundadoras do podcast HighLow, que foi uma das convidadas do evento, para saber como foi a experiência de acompanhar o primeiro dia de apresentações da Brazil Immersive Fashion Week, que aconteceu neste sábado (07).

isabel junqueira - Divulgação/Isabel Junqueira - Divulgação/Isabel Junqueira
A jornalista de moda Isabel Junqueira
Imagem: Divulgação/Isabel Junqueira

Um dos pontos que ela destaca é que o evento tem uma pegada diferente do formato digital de fashion film que muitas marcas optaram para apresentar suas coleções por conta da pandemia:

"Essa é uma semana de moda imersiva, às vezes se parece com um videogame, as texturas são muito diferentes. Ao mesmo tempo, tem uma parte por trás dos bastidores que explica como tudo foi feito e também se mistura um pouco com programa de TV, onde você pode ver as pessoas da BRIFW explicando um pouco sobre tudo isso, que é muito novo. Eu achei bem excitante".

Semana de moda tradicional x digital

Moradora de Paris há quase 14 anos, foi de lá que ela assistiu às apresentações da BRIFW. A capital francesa é palco de uma das semanas de moda mais tradicionais e Isabel diferencia o formato clássico com o digital.

A semana de moda tradicional tem toda uma hierarquia, das origens do sistema de moda que remontam à corte de Luís XIV, onde o rei ditava o que era a moda e toda a galera da corte tinha que rebolar para seguir as tendências, que iam mudando de 6 em 6 meses"

"Então acho que tem essa ideia da corte, de quem está na primeira fila, quem é importante. A semana de moda digital tem um clima mais comunitário, que eu acho o máximo", explica Isabel.

A textura é um dos elementos que se destaca bastante no formato digital: "Uma das apresentações que eu mais amei foi a da marca argentina Nous Étudions, que brincava com a textura das roupas no zoom. Algumas cores e texturas só são possíveis nesse mundo virtual, com o sistema RGB. Acho que isso é uma diferença importante também." diz Isabel.

Foco na América Latina

Nicolas Ghesquière e Jean Paul Gaultier estão entre os grandes nomes da moda mundial que Isabel já entrevistou: "Geralmente, eu tenho mais contato com as grandes marcas de moda, com os medalhões. Os novos criadores da América Latina eu aprendo com a Olivia Merquior [uma das fundadoras da BRIFW e com quem Isabel divide o podcast HighLow].", conta.

"Eu amei o trabalho da Annaiss Yucra, do Peru, gostei muito da apresentação e da história dela. Eu espero que a BRIFW ajude a dar mais evidência a essas marcas. Afinal, os países latino americanos têm as suas particularidades, mas também têm uma experiência em comum que é muito forte, e eu acho que por não estarmos no mainstream, como grupo, a gente se fortalece" conclui.