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Prefeitura lacra restaurante do chef Jacquin por operar além do horário

Fotografia tirada dia 8 de agosto mostrando, segundo fiscais da Subprefeitura de Pinheiros, o funcionamento além do horário permitido - Reprodução/Subprefeitura de Pinheiros
Fotografia tirada dia 8 de agosto mostrando, segundo fiscais da Subprefeitura de Pinheiros, o funcionamento além do horário permitido Imagem: Reprodução/Subprefeitura de Pinheiros

Gabrielli Menezes

De Nossa

12/08/2020 09h43Atualizada em 12/08/2020 11h16

A prefeitura de São Paulo lacrou 79 estabelecimentos por descumprirem as ordens do modelo de reabertura e flexibilização da quarentena. Entre eles está o restaurante do francês Érick Jacquin, o Président, localizado nos Jardins.

A ação feita pela Subprefeitura de Pinheiros na terça (11) foi motivada por fotos tiradas por fiscais no primeiro fim de semana em que as casas do setor foram autorizadas a funcionar até as 22 horas. As imagens mostram clientes consumindo no local às 22h39 de sábado (8).

Outros três lugares foram lacrados durante a mesma operação. Todos eles terão que pagar uma multa de R$ 9231,65 para cada 250 metros quadrados. A assessoria de Jacquin ainda não se posicionou sobre o caso.

Na sexta (7), foram fechados 26 estabelecimentos, no sábado (8), 32. Domingo (9) foi a vez de 17 casas serem lacradas. A principal causa, além da desobediência em relação ao horário, é a aglomeração. Segundo a CNN, a maior parte dessas casas fica afastada do centro da cidade.

Novas regras

De acordo com o modelo mais recente divulgado pela prefeitura, desde a última quinta-feira, bares e restaurantes podem a operar entre 11 e 22 horas. A opção de fracionar o atendimento ou trabalhar direto fica a cargo do empreendedor, desde que o limite de seis horas diárias seja respeitado.

Processo de fechamento e reabertura

Em entrevista a Nossa, o subprefeito de Pinheiros, Acacio Miranda da Silva Filho, explica que, embora as imagens tenham sido feitas no sábado (8), o padrão é fazer o fechamento durante a semana quando os estabelecimentos estão menos cheios para evitar conflitos com os donos e com os próprios clientes, que podem estar alterados por qualquer circunstância.

"Nos quatro casos de ontem, não houve qualquer resistência por parte dos donos dos lugares. Obviamente todos contestaram e discutiram, mas foi uma conversa saudável sem qualquer exagero pelas partes", conta Acacio.

A fiscalização se dá através do comparecimento pessoal dos fiscais, que realizam fotos no local. "Também há um aplicativo que dá o georreferenciamento do lugar e o horário em que as imagens foram extraídas para que ninguém possa contestá-las depois", diz Acacio.

Segundo ele, existem algumas etapas para a reabertura do restaurante. A primeira delas é o pagamento da multa. Depois, o empresário deve apresentar um pedido no qual ele assume o compromisso de cumprir com todos os protocolos necessários para o combate a covid-19. Após a realização de uma análise, a autorização é concedida pelo subprefeito.

Críticas à prefeitura

Na última semana, Jacquin foi centro de outra polêmica. Após ser notificado por funcionários da prefeitura sobre o uso indevido da calçada (duas mesas instaladas em frente ao restaurante Président, nos Jardins), o chef partiu para as críticasrebatidas pelo arquiteto responsável pelo projeto.

Um de seus alvos foi o projeto chamado Ocupa Rua, aprovado pelo prefeito Bruno Covas. A iniciativa criada pela jornalista Alexandra Forbes em conjunto com Jefferson e Janaína Rueda, de A Casa do Porco Bar e do Bar da Dona Onça, e a Metro Arquitetos, de Gustavo Cedroni e Martin Corullon, visa a ocupação organizada das calçadas e de parte da rua.

O plano piloto, porém, será aplicado primeiramente no centro, nas ruas Major Sertório, General Jardim, Bento Freitas e Araújo, onde encontram-se 32 estabelecimentos, entre eles A Casa do Porco Bar e a hamburgueria Z Deli. "Isso é egoísmo. Tem que ser para todo mundo ou para ninguém", lamenta Jacquin em um dos vídeos de desabafos publicados nas redes sociais.