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Palavras e poesias decoram acessórios e objetos para a casa com delicadeza

Pingente de porcelana da marca: poesia para levar junto - Divulgação
Pingente de porcelana da marca: poesia para levar junto
Imagem: Divulgação

Marcela Braz

Colaboração para o Nossa

13/04/2020 04h00

Camila Lordelo

Camila Lordelo

Marca

Eurílicas, de acessórios e objetos com palavras e poesias, em materiais como porcelana e vidro

História

Ela trabalhava em uma agência de publicidade quando, em 2013, criou a primeira peça: um pingente com a inscrição "que seja". Três anos depois, abriu a própria marca. "Fico feliz de ter escolhido o caminho autoral e genuíno".

"Todo peito é mar." Essa é uma das frases marcadas nos pingentes de porcelana da loja eulíricas, da redatora e poetisa Camila Lordelo. Aplicar as palavras em um colar, entre outros produtos, é uma maneira de trazer os versos de sua sensibilidade ao mundo, para além das folhas de papel. "Você está convivendo com o poema, lembrando-se dele o tempo inteiro", diz.

A poética é amiga de infância dela. Não veio dos livros ou de aulas de literatura. Fluía livremente nas músicas escritas pela pequena, que cresceu numa casa afastada em Salvador, cheia de verde, quase um sítio. "Minha sensibilidade se uniu a crescer num lugar mais isolado e me trouxe para um mundo interno", percebe.

A forte conexão com seu eu interior a aproximou do lirismo e depois virou a vontade de colocar isso no mundo. O lírico ultrapassa a palavra e também está presente na escolha do uso da porcelana. "Ela é frágil, delicada, mas tem o dom de permanecer".

O início

Tudo começou com a ideia de curtir um piquenique no parque e fazer (ela mesma) a toalha e os acessórios customizados. À época, Camila trabalhava em uma grande agência de publicidade. Tudo mudou quando visitou um fornecedor para procurar as louças: avistou pingentes de porcelana e resolveu produzir para si mesma um colar com a sentença "que seja".

euliricas - Divulgação - Divulgação
Imagem: Divulgação

Então vestiu, em dezembro de 2013, o que seria a primeira peça de sua loja online e foi para a agência. A galera curtiu o resultado e começou a fazer encomendas. Nascia o embrião da marca. "A eulíricas sou eu, meus poemas, experiências de vida, desejos de expressão. Nunca olhei para isso como business", confessa.

Bolinhas - Divulgação - Divulgação
Imagem: Divulgação

E durante os três primeiros anos foi assim, respeitou seu tempo de produção e vendia o quanto conseguia. A virada de chavinha para montar uma empresa aconteceu em 2016. "Para viver da palavra da forma que eu queria, tive que inventar um negócio. Fico feliz de ter escolhido o caminho autoral e genuíno, mas não gosto de esconder o lado da ralação. Tenho que escrever poema e fazer planilha de Excel", revela.

Obra da Euliricas - Divulgação - Divulgação
Imagem: Divulgação

Para Camila, o eulíricas vai muito além de pagar seus boletos. O esforço manual envolvido faz parte de outra lógica, a de consumir menos e se conectar mais. Para fazer um colar, ela trabalha com oito fornecedores e sete a 10 etapas de montagem. "Entendi que existe uma missão que não é sobre pagar minhas contas e gerar renda, mas é contribuir com meu talento pro entorno."

Minha arte combina com...

Chiharu Shiota @chiharushiota

" O trabalho dela é poético, forte, consistente, que traduz vivências pessoais em experiências de emoção. Amo como orquestra plasticamente a delicadeza e profundidade em suas instalações."

Vinicius de Moraes @ poetaviniciusdemoraes

"Um dos meus poetas preferidos. Gosto do jeito simples e ao mesmo tempo tão, tão lírico e encharcado de amor que só ele tem. Leio os livros de Vinícius sempre sorrindo, inevitavelmente."