PUBLICIDADE
Topo

Tim-tim

Refrescante, highball ganha espaço nos bares e é fácil de fazer em casa

Highball, como este do Caledônia, está conquistando os bebedores brasileiros - Thales Hidequi
Highball, como este do Caledônia, está conquistando os bebedores brasileiros Imagem: Thales Hidequi

Pedro Marques

Colaboração para Nossa

06/03/2020 04h00

Se você gosta de coquetéis, é bem provável que já tenha tomado um highball nesta vida, mesmo sem saber exatamente que tipo de bebida é essa. Um gim tônica ou um uísque com energético, por exemplo, podem ser enquadrados nesta categoria de coquetéis. E é bem provável que você beba muito mais desses drinques em 2020.

História

Criados no século 19 na Inglaterra e aperfeiçoados nos Estados Unidos no século 20, os highballs se tornaram populares por serem fáceis de fazer, afirma Rodolfo Bob, chefe de bar do Caledônia, casa dedicada ao uísque e à coquetelaria aberta em Pinheiros (São Paulo) em janeiro. "É só misturar uma base destilada, com outra sem álcool em um copo alto e com bastante gelo", explica Bob, sem firula.

Foi no Japão, no entanto, que a bebida ganhou status de mania nacional. Cerca de 70 anos atrás, o fundador do marca de uísques japoneses Suntory, Sinjiro Torii, abriu uma rede de bares chamada Torys que oferecia exclusivamente highballs feitos com uma parte de uísque (o Kakubin, da Suntory, é o preferido) e três ou quatro partes de água com gás.

Versões do highball do Hirá, em São Paulo - Thales Hidequi
Versões do highball do Hirá, em São Paulo
Imagem: Thales Hidequi

"No Japão, é uma bebida mais barata que cerveja e que todo mundo toma nos izakayas (os botecos que servem petiscos japoneses)", afirma Daniel Parolin Hirata, dono do Hirá Izakaya (Vila Madalena) e que anualmente vai ao país para pesquisar novidades para seu restaurante. Segundo Hirata, muitos lugares contam inclusive com uma espécie de chopeira para servir os highballs - chamados por lá de "haiboru". "Eles deixam a bebida bem gaseificada, bem refrescante", conta.

Um drinque, várias versões

E é a versão japonesa, feita com destilado e alguma bebida com gás (quanto mais, melhor) que acabou ficando conhecida por aqui. Como era de se esperar, os highballs surgiram primeiro nos izakayas paulistanos, como o Hirá ou o Izakaya Matsu (Pinheiros).

Agora, também marcam presença em casas com cardápios mais ocidentais, como o Caledônia. "É uma bebida leve e refrescante, que combina muito bem com o clima brasileiro", diz Maurício Porto, um dos sócios do bar, que tem uma carta dedicada a esse tipo de coquetel com receitas mais criativas, como o Gentleman's Coke (bourbon Gentleman Jack, Creole Bitters e Coca-Cola, R$ 35).

Highball do Caledônia, em São Paulo - Thales Hidequi
Highball do Caledônia, em São Paulo
Imagem: Thales Hidequi

Com consultoria de Gunter Sarfert, o bar Caracol, na Santa Cecília, oferece três combinações de highballs para os clientes, todas feitas com uísque e club soda e um toque asiático. O gaijin (R$ 30), por exemplo, é aromatizado com yuzu (fruta cítrica oriental) e shissô, erva da família da menta.

Como fazer o clássico

Apesar de simples, não basta sair misturando destilados com bebidas para conseguir um highball decente, afirma a consultora Suemi Uemura, que pesquisou detalhadamente o assunto a pedido da Beam Suntory, empresa que hoje reúne marcas de bourbons e uísques como Jim Beam e Kakubin.

O ideal é usar um copo fino de 200 ml que deve ser muito bem gelado (para isso, você pode deixá-lo na geladeira ou enchê-lo com pedras de gelo e mexer com uma colher longa até ele resfriar).

O próximo passo é adicionar o uísque ou outro destilado bem gelado. A bebida gaseificada também tem que estar trincando - e deve ser colocada pela lateral com cuidado. O objetivo é não destruir as bolhas de gás. Mexa apenas uma vez e levante delicadamente o gelo do copo e, pronto, agora sim você tem um highball perfeito em casa.