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Veneza adia taxa a turistas que não pernoitam no centro histórico para 2021

Em Veneza, explosão no número de casos do novo coronavírus fez gôndolas "sumirem" dos canais - Manuel Silvestri/Reuters
Em Veneza, explosão no número de casos do novo coronavírus fez gôndolas "sumirem" dos canais
Imagem: Manuel Silvestri/Reuters

24/03/2020 11h01

A Prefeitura de Veneza adiou em um ano a entrada em vigor da taxa de até oito euros, o equivalente a R$ 44 pela cotação atual, que será cobrada de turistas que não pernoitam no centro histórico da cidade.

A mudança da data foi tomada em função da pandemia do novo coronavírus (Sars-CoV-2), que já zerou a presença de viajantes em Veneza e deve derrubar as receitas do setor turístico em 2020. "Adiamos em um ano porque a taxa se tornou anacrônica", disse o prefeito Luigi Brugnaro.

A cobrança entraria em vigor em 1º de julho de 2020, com valor de três euros (R$ 16,5) nos dias comuns; seis euros (R$ 33) nos dias de "selo vermelho", ou seja, quando é previsto um "fluxo crítico" de pessoas; e oito euros no dias de "selo preto", quando é previsto um "fluxo crítico excepcional" de turistas.

Em 2021, essas cifras subiriam para seis, oito e 10 euros (R$ 55), respectivamente, e seria criada uma taxa de três euros para os raros dias de "selo verde", com baixo fluxo de viajantes. O calendário de selos será divulgado previamente pela Prefeitura.

Já turistas de navios de cruzeiro pagariam uma tarifa fixa de cinco euros (R$ 27,50) em 2020 e de sete euros (R$ 38,5) a partir de 2021. As multas para quem burlar os controles serão de 100 a 450 euros (R$ 550 a R$ 2,5 mil).

"A ideia de limitar as entradas e aumentar a qualidade do turismo continua existindo, principalmente depois de termos visto as fotos das águas límpidas nos canais", acrescentou Brugnaro.

A cobrança será voltada a pessoas que visitarem o centro histórico de Veneza e as ilhas da cidade, como Murano e Burano, mas sem pernoitar nessas regiões. Aqueles que dormem na área da Lagoa de Veneza já pagam a "tassa di soggiorno", que varia de um a cinco euros por dia.

Por outro lado, adeptos do chamado "bate e volta" hoje não arcam com nenhuma taxa para entrar no superlotado centro histórico da cidade. Ao todo, 22 categorias serão isentas, como moradores da região do Vêneto, pessoas em busca de tratamento médico, deficientes físicos, trabalhadores pendulares e estudantes.