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Áerea de baixo custo minimiza importância de greve de tripulantes na Europa

Ryanair, assim como outras companhias europeias, têm enfrentado dificuldades operacionais na retomada das viagens após a covid-19 - Getty Images
Ryanair, assim como outras companhias europeias, têm enfrentado dificuldades operacionais na retomada das viagens após a covid-19 Imagem: Getty Images

da AFP, em Paris

27/06/2022 10h10

Após um fim de semana marcado por greves em diversos países europeus, a companhia aérea Ryanair falou neste domingo (26) de "perturbações menores" em seu programa de voo, contradizendo a versão dos sindicatos.

"Menos de 2% dos 9 mil voos da Ryanair que operam neste fim de semana [24,25 e 26 de junho] foram afetados por greves menores e com baixa adesão" de pessoal, indicou a companhia em comunicado.

Vários sindicatos de tripulantes convocaram paralisações a partir de sexta-feira (24) e por alguns dias em Espanha, Portugal e Bélgica. Na Itália e na França, a greve começou no sábado (25).

A companhia irlandesa atribuiu o cancelamento de um determinado número de voos "provenientes de Espanha, Itália, Reino Unido e França" a uma greve no Centro de Controle Aéreo (ATC) de Marselha e também a condições meteorológicas adversas no sul da Europa.

Essa afirmação, no entanto, foi questionada pelos sindicatos do setor, como o SNPNC na França. No sábado, 36 voos de 80 operados pela Ryanair foram cancelados por causa do movimento grevista, segundo o sindicato.

Na Espanha, 75 voos foram cancelados no sábado em Madri, Barcelona, Palma, Ibiza, Santiago e Girona, segundo o sindicato USO (União Sindical Operária). No domingo, 42 voos não decolaram e 60 registraram atrasos, segundo essa mesma fonte.

O aeroporto de Charleroi, na Bélgica, foi o mais afetado da Europa, com 44 voos de ida e volta cancelados no sábado, mas nenhum no domingo, segundo o site Ryanair Scorebuddy.

Outra greve de três dias está prevista na Ryanair Espanha entre 30 de junho e 2 de julho.