PUBLICIDADE
Topo

Como está o funcionamento de restaurantes e museus na Itália

Vista de Bergamo, na região da Lombardia - Alexander Spatari/Getty Images
Vista de Bergamo, na região da Lombardia Imagem: Alexander Spatari/Getty Images

15/01/2021 15h50

Bares, restaurantes, cafés, museus e até estações de esqui na Itália vem sofrendo alterações no funcionamento por consequência da pandemia. As mudanças são feitas de acordo com a gravidade da situação epidemiológica, classificadas em: amarela (risco moderado), laranja (risco médio) e vermelha (risco alto). Semanalmente, um comitê científico analisa a situação.

Embora nenhuma região italiana esteja atualmente classificada como de alto risco, o ministro da Saúde, Roberto Speranza, deve assinar nesta sexta-feira (15) o decreto que estabelece as regiões da Lombardia (norte), Sicília (sul) e Alto-Adige (norte) como zona vermelha, informou à AFP um porta-voz do ministério.

Nas zonas vermelhas, além das restrições em vigor a nível nacional, como o toque de recolher das 22h00 às 05h00, todos os bares e cafés devem fechar as portas a partir das 18h00 e as únicas lojas abertas são as de primeira necessidade, como por exemplo farmácias e supermercados, enquanto os restaurantes só podem vender comida para levar.

No total, doze regiões serão consideradas "zona laranja", ou seja, todas as lojas poderão abrir e os bares, cafés e restaurantes poderão vender apenas para viagem.

Nas zonas amarelas, bares, cafés e restaurantes podem receber clientes até as 18h e podem atender no máximo quatro clientes por mesa.

O governo também estendeu a proibição de viagens interregionais até 15 de fevereiro, e as estações de esqui também permanecerão fechadas até 15 de fevereiro.

Os museus, por sua vez, poderão abrir suas portas nas áreas classificadas como amarelas, mas apenas de segunda a sexta e para um número limitado de pessoas.

Ginásios esportivos, piscinas e cinemas permanecerão fechados até pelo menos 5 de março.

O ministro Speranza indicou que o governo está considerando a criação de uma "zona branca", sem restrições para lojas, cinemas, teatros, salões de dança e centros esportivos, com a obrigatoriedade apenas de máscaras e de manter a distância obrigatória.

Atualmente, nenhuma região italiana reúne condições para ser classificada como zona branca, ou seja, com menos de 50 infecções por 100.000 habitantes por pelo menos três semanas.

Paralelamente à sua política de luta para conter as infecções, a Itália continua ativamente com sua campanha de vacinação e já vacinou cerca de um milhão de pessoas (970.000 doses), de acordo com os últimos números oficiais.