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American Airlines lota seus aviões e recebe críticas

Decisão da American Airlines ocorre em plena reabertura gradual da economia nos EUA, que coincide com um novo surto da pandemia no país - Getty Images
Decisão da American Airlines ocorre em plena reabertura gradual da economia nos EUA, que coincide com um novo surto da pandemia no país Imagem: Getty Images

Da AFP

01/07/2020 16h57

A companhia aérea americana American Airlines voltou a operar com capacidade máxima nesta quarta-feira (1º), o que gerou uma série de críticas das autoridades sanitárias nos Estados Unidos, preocupados com a aceleração da pandemia do novo coronavírus.

Enquanto outras grandes companhias aéreas americanas, como a Delta Air Lines, tinham decidido em maio bloquear assentos em seus voos como forma de respeitar o distanciamento social outras, como a United, deixaram de implementar a medida pela queda no número de passageiros.

A decisão da American Airlines ocorre em plena reabertura gradual da economia nos EUA, que coincide com um novo surto da pandemia no país.

"Nos decepcionamos muito com a American Airlines" quando ela fez esse anúncio na última sexta, disse o diretor do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), Robert Redfield, ao comitê de saúde do Senado na terça.

"Não acreditamos que esta seja a mensagem correta", acrescentou.

O Dr. Anthony Fauci, especialista em doenças infecciosas do Instituto Nacional de Saúde, também criticou a decisão, alertando que o número de casos diários pode aumentar para 100.000 se medidas como o uso de máscara não forem tomadas.

"Obviamente, (a decisão da American Airlines) é muito preocupante. Não sei o que motivou a decisão", afirmou Fauci ao Senado.

"Acho que no espaço confinado de um avião é ainda mais problemático".

A COVID-19 já matou mais de 127.000 pessoas nos Estados Unidos, e o país ainda registra mais de 42.000 novos casos diariamente, de acordo com a última contagem da Universidade Johns Hopkins, usada como referência.

E, por causa do aumento de casos e mortes, especialmente no Sul e Oeste do país, alguns estados americanos tiveram que interromper o processo de reabertura.

Por sua vez, a American Airlines criticou o argumento de que seja "inflexível" em seu "compromisso" com a segurança e o bem-estar dos passageiros e membros da tripulação, segundo o porta-voz da empresa à AFP.

A aérea destacou que estão em vigor "diferentes estágios de proteção" para os viajantes, citando o uso de máscara obrigatória, melhores procedimentos de limpeza e uma "lista de verificação de sintomas da COVID-19 antes do voo".

A empresa informou também oferecer aos seus clientes, até 30 de setembro, a possibilidade de modificar seus voos sem nenhum custo adicional quando forem informados de que a aeronave estará cheia.