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Corredores aéreos são o 'primeiro passo' para reativar o turismo, diz OMT

Corredores aéreos entre países com baixo risco de contágio podem representar um dos "primeiros passos" para a retomada do turismo mundial - Getty Images/iStockphoto
Corredores aéreos entre países com baixo risco de contágio podem representar um dos "primeiros passos" para a retomada do turismo mundial Imagem: Getty Images/iStockphoto

Da AFP

27/05/2020 16h40

Corredores aéreos entre países com baixo risco de contágio podem representar um dos "primeiros passos" para a retomada do turismo mundial, segundo apontou a Organização Mundial de Turismo (OMT) nesta quarta-feira (27).

Esses corredores são "os primeiros passos para estabelecer as primeiras comunicações, (...) eles crescerão", disse o secretário-geral dessa agência da ONU, Zurab Pololikashvili, em uma videoconferência com correspondentes estrangeiros.

Na Espanha, o arquipélago das Baleares pediu o uso desses corredores para permitir que turistas alemães, que vão em grande quantidade passar férias no local, retornem o mais rápido possível.

Por outro lado, a OMT pediu nesta quarta uma melhor coordenação na reabertura de fronteiras fechadas por causa do novo coronavírus, principalmente na Europa.

A organização também recomendou a reabertura das fronteiras externas ao espaço Schengen.

"É uma pena que durante os primeiros dois meses [de confinamento] cada país seguiu suas próprias regras" e houve algum "caos", lamentou o secretário-geral.

"Nossa recomendação era abrir toda a Europa e não ter esse tipo de restrições", citando países como a Suécia, que não confinou sua população, declarou Pololikashvili um dia antes da reunião do gabinete de crise da OMT.

Essa reunião tem como objetivo fornecer recomendações aos Estados para permitir o retorno dos fluxos internacionais de turistas, interrompidos pela pandemia do novo coronavírus.

Em 2020, o número de turistas no mundo pode cair entre 60 e 80% por causa dos efeitos da pandemia, de acordo com as últimas previsões do órgão publicadas no início de maio.

Pololikashvili pediu para se "pensar em outros países fora da União Europeia" e cogitar a reabertura das fronteiras, como por exemplo, com a Turquia.

Em relação ao vírus, "não há como ser 100% seguro", admitiu o secretário-geral, embora tenha dito que certas medidas possibilitariam minimizar os riscos de contágio para turistas.

Entre elas, um "passaporte de saúde" que permite aos países trocar informações, testes rápidos da covid-19 e testes de temperatura de pessoas.

A OMT está trabalhando em dois projetos-piloto para reabrir certos hubs cruciais para o turismo mundial, como Istambul, Dubai e Doha.

Quanto ao apoio econômico ao setor de turismo e aéreo, "nossa recomendação é apoiar a liquidez e apoiar qualquer empresa", independentemente do tamanho, sem distinguir entre as companhias aéreas tradicionais e as de baixo custo, acrescentou a organização.