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Parque Disney de Xangai volta a abrir, mas com restrições

Visitante vestida de Minnie e usando máscara de proteção contra o coronavírus tira selfie na reabertura da Disney de Xangai, na China - Aly Song/Reuters
Visitante vestida de Minnie e usando máscara de proteção contra o coronavírus tira selfie na reabertura da Disney de Xangai, na China Imagem: Aly Song/Reuters

12/05/2020 09h56

O parque Disney de Xangai voltou a abrir suas portas ao público nesta segunda-feira (11), mas com restrições, sinal da volta à normalidade progressiva na China, apesar da ameaça persistente do coronavírus.

O parque de diversões, localizado na maior cidade da China, é o primeiro no mundo que volta a abrir suas portas desde o início da pandemia, com consequências econômicas significativas para o grupo de entretenimento americano.

À medida que a propagação do coronavírus diminui na China nas últimas semanas, o país começou a reabrir algumas atrações turísticas, como a Grande Muralha ou a Cidade Proibida em Pequim.

No Shanghai Disneyland Park, os visitantes devem usar máscara e mostrar a cor verde em um aplicativo de seu celular para comprovar que não estão infectados e podem entrar.

A retomada da atividade será progressiva. O parque planejou receber um máximo de 24.000 pessoas ao dia por várias semanas, em vez das 80.000 que costuma receber normalmente. Além disso, é obrigatório fazer a reserva antecipadamente pela internet.

Dentro do parque, os anúncios nos megafones lembram os clientes da necessidade de manter a distância nas filas das atrações.

Apesar dos temores, as entradas para este primeiro dia de abertura esgotaram em poucos minutos na sexta-feira, quando foram abertas as vendas na internet, informou a imprensa local.

Uma epidemia de US$ 1,4 bilhão

Graças às medidas radicais de confinamento, a China viu diminuir gradualmente o número de casos da pandemia desde março. Não há registro de novos mortos desde meados de abril.

No entanto, o número de infecções disparou novamente nos últimos dias, principalmente em Wuhan, onde não havia novos casos há um mês.

A reabertura do parque de Xangai é uma boa notícia para o grupo Walt Disney, que caiu na bolsa nos últimos meses.

A multinacional de entretenimento avalia o impacto negativo da crise de saúde e econômica em suas atividades em US$ 1,4 bilhão, incluindo bilhões relacionados aos seus parques de diversão e outras atividades.

Por outro lado, a Disney pode estar satisfeita com o sucesso da Disney+, sua plataforma de streaming que estreou no outono na América do Norte e na Austrália e foi então estendida para vários países europeus em março.

A Disney fechou seu parque em Xangai no final de janeiro e fez o mesmo com suas instalações nos Estados Unidos, França, Japão e Hong Kong.