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Feijão de cara nova: experimente outras variedades e receitas no dia a dia

Cores, sabores e texturas diferentes: explore receitas diferentes de feijão - Getty Images
Cores, sabores e texturas diferentes: explore receitas diferentes de feijão Imagem: Getty Images

Claudia Dias

Colaboração para UOL

19/02/2020 04h00

Se você já está cansado do feijão de todo santo dia, não se sinta culpado. A gente entende que, mesmo o prato sendo gostoso e muito bem preparado, bate aquela vontade de variar o cardápio.

O bom é que, nessas ocasiões, não precisa abrir mão dos benefícios da leguminosa - o feijão é rico em fibras, proteínas vegetais, ferro, cálcio, magnésio, fósforo, potássio, ácido fólico e carboidratos. Basta mudar o cardápio, adotando o grão em outros pratos ou recorrendo a variedades diferentes.

Feijão-vermelho - Getty Images - Getty Images
Carnes variadas e legumes renovam a cara do feijão
Imagem: Getty Images

Preferência nacional

Com larga vantagem, os tipos de feijão mais consumidos no Brasil são o carioca (ou carioquinha), sobretudo em São Paulo, enquanto o preto conquistou o gosto no Rio de Janeiro e no sul do país.

Segundo dados do Embrapa Arroz e Feijão, cerca de 80% da população consome o carioquinha, enquanto 15% põe à mesa o feijão preto, diariamente. Os outros 5% englobam todas as outras variedades, chamadas de especiais.

"Aí, varia muito de acordo com a região. No Nordeste, por exemplo, o fradinho é bastante aceito. Já no Sudeste, a preferência é pelo jalo, rosinha e rajado", acrescenta Ivy Oliveira, chef da Camil Alimentos.

Feijões variados - Unsplash - Unsplash
Vá além do feijão do dia a dia
Imagem: Unsplash

Opções não faltam

Jalo? Fradinho? Sim! Se esses nomes aí soam estranho, está na hora de você conhecer um pouco mais os diferentes tipos de feijão. A seguir, Ivy Oliveira e a chef e nutricionista Eliane Kina listam as principais alternativas.

Salpicão de feijão-bolinha - Fabio Castelo Serap/Divulgação - Fabio Castelo Serap/Divulgação
Salpicão de feijão-bolinha
Imagem: Fabio Castelo Serap/Divulgação

  • Carioca (ou carioquinha): de coloração bege, apresenta listras marrons. Além de ser o mais consumido ao lado do arroz branco, formando o combo preferido do dia a dia brasileiro, ele pode ser aproveitado no preparo de pão, tutu, caldinho, farofa - olha essa receita de feijão da roça que combina os grãos com farinhas e carnes -, bolinho prático - essa aqui vale até para lanche da tarde. Veja como fazer - e hambúrguer;
  • Preto: o grão negro é a base da tradicionalíssima feijoada. Ainda casa com o feijão-tropeiro e (acredite!) bolo de chocolate;
  • Rosinha: os grãos são pequenos, com pontos rosados, que absorvem bem os temperos e cozinham rápido. Tal tipo rende caldo suculento e é indicado para caldinhos, bolinhas e, ainda, com linguiça e farofa;
  • Bolinha: também conhecido como feijão-manteiga, é arredondado. A consistência é macia. Vai bem em saladas, como nesta proposta de salpicão (veja a receita);
  • Fradinho: feijão-de-corda é outro nome comumente usado. Seu grão é claro, com discreta mancha preta. Costuma ser adotado em saladas, farofas, com picadinho de carne e é um dos ingredientes principais do acarajé e do baião de dois - como essa receita deliciosa para fazer em casa;
Baião de dois  - Danielle Karine/ Divulgação - Danielle Karine/ Divulgação
Baião de dois
Imagem: Danielle Karine/ Divulgação
  • Jalo: tem grãos maiores, sem listras e apresenta cor uniforme. Rende caldo cremoso. E é versátil: pode ser adotado no virado à paulista, no tutu, no feijão-tropeiro, em caldinhos e sopas, nas saladas e em farofas;
  • Branco: os grãos maiores que os tradicionais rendem um caldo bem cremoso. Essa variedade é bastante utilizada em saladas (a dessa receita) e sopas, sendo a base do cassoulet. Combina ainda com macarrão soba, bolos e pastas (como esta aqui), como essa alternativa para comer com torradinhas;
  • Rajado: os grãos são graúdos, rosados e com marcas escuras. O sabor é levemente adocicado, o que combina com ensopados. Mais alternativas são usá-los na farofa. Acompanha bem carne e linguiça.
Feijões variados - Unsplash - Unsplash
Vá além do feijão do dia a dia
Imagem: Unsplash

Variando os temperos

Seguindo regra básica, a maioria das pessoas tempera o feijão do dia a dia apenas com sal, pimenta-do-reino, cebola e alho - juntos ou apenas um ou outro. Mas é possível dar um sabor novo ao prato, adotando condimentos diferentes.

"Em todos os tipos feijões, pode-se colocar cebolinha, salsinha ou cominho. Ainda é possível agregar legumes e verduras no final do cozimento. Nesse caso, pode-se adicionar maxixe, repolho, escarola, cenoura ou beterraba", sugere Eliane Kina.

Para os fãs de carne, a chef e nutricionista indica acrescentar patinho ou filé mignon suíno crus, para cozinharem junto com feijão. "Depois do cozimento, o patinho ficará igual a carne-seca. Já o filé é uma carne bem sequinha de gordura. Optar por carnes frescas é melhor, porque os embutidos, como linguiças ou presunto, têm muito sal", comenta.

Da compra ao preparo, algumas dicas ajudam a fazer o feijão perfeito em casa - Getty Images - Getty Images
Da compra ao preparo, algumas dicas ajudam a fazer o feijão perfeito em casa
Imagem: Getty Images

Segredinhos para o feijão perfeito

Na versão básica ou não, a verdade é que o preparo do feijão nosso de cada dia pode ficar ainda melhor com algumas dicas:

  • Para cozinhar mais rápido, deixe os grãos de molho, pois a água vai reidratá-los, facilitando o cozimento. Para o processo no fogão ser mais rápido, deixe de molho por até 12 horas, trocando a água de tempos em tempos. Grãos menores podem ficar de 6 a 8 horas submersos em água;
  • Se o caldo está ralo demais, amasse alguns grãos enquanto tempera o feijão. Isso vai deixá-lo mais consistente;
  • Cozinhe os grãos sem sal, porque o tempero dificulta o processo de cocção. Acrescente apenas no final, junto com cebola e alho refogados. Salgou demais? É só adicionar uma batata e cozinhar por mais alguns minutos;
  • Ao comprar o feijão, escolha grãos inteiros, firmes e sem furos. Se empacotados, evite as embalagens que tenham pó no fundo.

Fontes: Eliane Kina; chef e nutricionista; Ivy Oliveira, chef da Camil Alimentos; e Renato Chiantelli, chef da cantina Stazione Dopo Lavoro.