PUBLICIDADE

Topo

Mundo Cômico: Cultura do cancelamento é mesmo eficiente?

Do UOL, em São Paulo

20/08/2020 04h02

Já é parte da rotina: toda semana, algum famoso ou influencer vai ser "cancelado" na internet porque fez ou falou algo que não pegou muito bem com o público, seja furar a quarentena para beber com amigos ou se envolver em temas mais sensíveis. Mas a tal "cultura do cancelamento" tem mesmo algum impacto na vida de quem foi julgado pelo tribunal das redes sociais? No novo episódio de "Mundo Cômico", a dupla Marco Bezzi e Helder Maldonado, jornalistas por trás da página Galãs Feios, tenta responder essa pergunta. Assista acima.

"Muitas vezes, a pessoa cancelada foi alvo da criação de uma expectativa que não condiz com a realidade nem com o que ela algum dia veio a prometer", justifica Bezzi. Mas, para Maldonado, "nem todos os cancelamentos são injustos, alguns têm grande utilidade didática", como quando servem para apontar atitudes ou falas preconceituosas de alguém.

A dupla ainda alerta para o que chama de "cancelamento via exposed", que acontece quando uma pessoa tem supostas provas de crimes expostas na internet - como no caso de PC Siqueira, acusado de pedofilia em junho deste ano. Para eles, essa pode ser uma chance de o alvo da ação apagar provas antes de as autoridades entrarem no caso.

Mas será que o impacto de um cancelamento é mesmo duradouro? Bezzi cita a influencer Gabriela Pugliesi, que em abril deste ano foi "cancelada" por organizar uma festa no meio da pandemia do coronavírus. "Em um ano, nenhuma marca vai lembrar que ela fez isso, já que ela tem mais de 4 milhões de seguidores no Instagram", acredita Bezzi.