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Meteoro por Trás da Ciência: "genocídio institucionalizado" de índios vai além da covid-19

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Do UOL, em São Paulo

22/05/2020 04h00

A tribo ianomâmi vive no norte do Brasil e na Venezuela. Grande, é dividida em quatro subgrupos. Os indígenas deste grupo tiveram de se tornar guerreiros pela sobrevivência no século 20, quando a região em que vivem foi invadida por garimpeiros, grileiros e madeireiros. Além de enfrentar invasores de suas terras, os ianomâmis ainda sofrem com doenças como a malária e a covid-19 com pouco acesso a atendimento de saúde. Este é o tema do Meteoro por Trás da Ciência desta semana.

Os ianomâmis se destacam pelo tamanho, mas a verdade é que o problema é muito sério para as demais etnias também: menos da metade das cidades com alguma presença indígena tem leitos disponíveis para tratamento do coronavírus, por exemplo. Não bastasse terem que se proteger de tiros e queimadas e de serem constantemente infectados pelo mercúrio usado pelos garimpeiros, os índios brasileiros enfrentam o que a ativista, educadora e coordenadora executiva da APIB (Articulação dos Povos Indígenas do Brasil) Sonia Guajajara chama de "genocídio institucionalizado". A candidata a vice-presidente na chapa do PSOL com Guilherme Boulos em 2018 aponta o governo federal do presidente Jair Bolsonaro como principal responsável.

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