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Entre Likes: Preta Rara nasceu dos abusos morais que sofreu como empregada doméstica

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Do UOL, em São Paulo

28/04/2020 04h00

Preta Rara, rapper, arte-educadora, feminista e militante do movimento negro, é a convidada desta semana do Entre Likes. Mas antes de ser Preta Rara, ela foi Joyce Fernandes, empregada doméstica na Baixada Santista, em São Paulo. E daí vem muito do seu ativismo, pois sofre desde pequena os preconceitos por ser mulher, negra e gorda. Ganhou notoriedade quando um de seus posts relatando o abuso na relação trabalhista viralizou.

A ativista não queria ser empregada doméstica, mas não conseguia outro emprego por conta da segregação. E por isso trabalhava na função que considera "hereditária" para mulheres pretas no Brasil.

Recentemente lançou o livro "Eu, Empregada Doméstica", em que reuniu relatos próprios e de outras pessoas sobre a profissão. O lançamento editorial é uma consequência de sua página no Facebook que leva o mesmo nome, em que sempre publicou textos sobre o tema com a hashtag #euempregadadomestica.

Embora tenha começado no rap em 2006, aos 21 anos, o primeiro álbum só saiu após a participação em show de Criolo em Santos em 2013, quando cantou com a banda do músico no Sesc e percebeu que conseguiria seguir carreira artísica. "Audácia" foi lançado em 2015.

Preta Rara, apelido que ganhou da mãe na adolescência, dá todos os detalhes de sua trajetória na música, na internet e na educação e militância. Seu canal tem mais de 160 mil seguidores. Confira!

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