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Parceira da seleção de vôlei fala em eliminar camisas da CBF dos ginásios

Imagem da torcida brasileira na arena de vôlei de praia da Rio-2016; camisa da CBF é item frequente - Sean M. Haffey/Getty Images
Imagem da torcida brasileira na arena de vôlei de praia da Rio-2016; camisa da CBF é item frequente Imagem: Sean M. Haffey/Getty Images

Leo Burlá

Do UOL, no Rio de Janeiro

27/05/2017 04h00

Na última sexta-feira, a Confederação Brasileira de Vôlei e a Asics apresentaram os novos uniformes das seleções brasileira. Além de prometer inovação nos produtos, a marca japonesa afirmou que vai “enfrentar” a concorrência nos ginásios.

A idéia dos executivos é a de diminuir a sombra do futebol no ambiente do vôlei. Há o entendimento de que as camisas da seleção brasileira de futebol, da americana Nike, ocupam muito espaço nas arquibancadas em jogos das equipes nacionais.

Lançamento da nova camisa da seleção brasileira de vôlei - Leo Burlá/UOL Esporte - Leo Burlá/UOL Esporte
Lançamento da nova camisa da seleção brasileira de vôlei; Asics quer "eliminar" rival
Imagem: Leo Burlá/UOL Esporte

“Há detalhes que enriquecem a camisa e que dão vontade para que o consumidor use no dia a dia. Queremos que ele [consumidor] deixe de achar que a camisa da CBF, a camisa do futebol é a camisa oficial do Brasil. Queremos que ele tenha uma possibilidade”, disse Maurício Busin, diretor de marketing da multinacional.

O desafio da empresa é dos grandes. Para facilitar o acesso aos uniformes, a marca planeja implementar ações que incluem a instalação de estandes nos ginásios, para que a venda seja massificada em dias de grandes jogos. Mas o executivo afirma que os planos podem ser mais ambiciosos:

“Por enquanto não teremos nenhuma loja física, mas estamos avaliando. Ainda precisamos entender aonde essa loja faz mais sentido”.

A retomada da parceria acontece após 19 anos de relacionamento entre a CBV e a Olympikus. O evento de lançamento foi na Praça Mauá, ao lado do Museu do Amanhã. Uma quadra foi montada no local e o lançamento contou com a presença de 22 jogadores. 

A escolha pela Asics tem um fundo estratégico: além de já ter sido fornecedora da seleção e ser uma marca muito associada ao vôlei, a empresa é apoiadora dos jogos de Tóquio 2020. O contrato entre as partes termina após a Olimpíada do Japão, podendo ser renovado por mais um ciclo.