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Escândalo de doping motiva Giba a brigar por ouro de 2012 para o Brasil

Dmitriy Muserskiy é um dos jogadores russos envolvidos no escândalo de doping - AFP PHOTO / ALBERTO PIZZOLI
Dmitriy Muserskiy é um dos jogadores russos envolvidos no escândalo de doping Imagem: AFP PHOTO / ALBERTO PIZZOLI

Do UOL, em São Paulo

22/01/2017 14h02

Através do ídolo Giba, o vôlei brasileiro vai tentar transformar a prata da Olimpíada de 2012 em ouro. O envolvimento de jogadores da seleção da Rússia em um amplo esquema de doping no esporte do país motiva a tentativa de reversão de resultado. Nos Jogos de Londres, os russos derrotaram o Brasil na decisão masculina por 3 sets a 2, de virada, em uma dramática partida final.

Durante participação no programa Esporte Espetacular da Rede Globo, neste domingo, o ex-jogador Giba afirmou que está engajado em conseguir a mudança de resultado dos Jogos de Londres.

"Sete [jogadores, supostamente envolvidos em caso de doping]. A gente está lutando bastante, essa semana vou para FIVB (Federação Internacional de Vôlei) para ver como podemos pedir esta medalha, qual é o procedimento correto", declarou o jogador.

Mais tarde, o jogador usou sua conta no Instagram para detalhar o engajamento pelo ouro de 2012:

"Aproveitando para explicar minha declaração no Esporte Espetacular: esta semana estou indo para a Suíça, na sede da Federação Internacional de Vôlei, para sentar com os departamentos de doping e jurídico para entender e ratificar os supostos problemas com doping dos russos em 2012 e trazer as respostas para o COB (Comitê Olímpico Brasileiro), então, analisar e dar entrada no pedido de punição e revisão das medalhas de Londres".

Giba vai à Suíça na condição de capitão da seleção brasileira em 2012 e, principalmente, como presidente da comissão mundial dos atletas da FIVB. O ídolo da seleção brasileira tem uma reunião com essa comissão marcada para o dia 30 de janeiro.  

Técnico da seleção masculina em 2012, Bernardinho também participou do programa da Globo neste domingo e falou sobre o caso. O ex-comandante da equipe nacional mostrou disse que o momento é de esperar uma resposta das autoridades.

"Não cabe a nós decidir, (cabe) ao Comitê Olímpico. Cabe ao comitê Internacional, a FIVB, e vamos ver o que vão decidir, se for merecido, a gente ganha", afirmou Bernardinho.

A reportagem do UOL procurou a Confederação Brasileira de Vôlei neste domingo, mas não conseguiu contato até o momento.

Relatório explosivo da Agência Mundial Antidoping

No final de 2016, a Agência Mundial Antidoping (Wada) chegou à versão final do relatório sobre os casos de uso de substâncias proibidas na Rússia. A investigação ainda corre em sigilo, mas a entidade admitiu que mais de mil atletas daquele país estão envolvidos, de 30 modalidades, no período de 2011 a 2015.

O jurista canadense Richard McLaren, que chefia a investigação a serviço da Wada, confirmou a presença do jogador de vôlei Dmitriy Muserskiy. gigante russo de 2,18m foi destaque da dramática virada de sua seleção sobre o Brasil na final de Londres, por 3 sets a 2.

Em entrevista ao site russo Sport-Express, no fim do ano passado, Richard McLaren falou sobre o caso: ''A equipe olímpica russa corrompeu os Jogos Olímpicos de Londres em uma escala sem precedentes, cujo verdadeiro alcance provavelmente nunca será estabelecido''.

Na época, o anúncio de novo relatório da Wada provocou revolta em alguns países. No Brasil, o levantador Bruno Rezende, presente nos Jogos de Londres em 2012, se manifestou através do Twitter, cobrando uma posição da FIVB.

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