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Posse de Bola

Programa semanal de futebol com Juca Kfouri, Mauro Cezar Pereira, Arnaldo Ribeiro e Eduardo Tironi


OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Posse de Bola #167: São Paulo e Santos empatam, Corinthians ameaça Palmeiras, contusões no Fla

08/10/2021 13h01

O encerramento da 24ª rodada do Campeonato Brasileiro teve o clássico entre São Paulo e Santos, que ficaram no empate em 1 a 1 no Morumbi, em confronto de times que tentam evitar o risco de rebaixamento na reta final da competição, e o técnico Hernán Crespo vendeu ousou na escalação ao colocar um time com mais atacantes diante de um Fabio Carille que montou um time para se defender.

No podcast Posse de Bola #167, os jornalistas Arnaldo Ribeiro, Eduardo Tironi, Juca Kfouri e Mauro Cezar Pereira analisam o desempenho de São Paulo e Santos no clássico, a situação dos dois clubes em relação ao risco de rebaixamento e também a discussão a respeito do pênalti que rendeu ao clube do Morumbi o gol de empate, marcado após revisão no VAR e muito questionado.

Juca considera que Crespo foi corajoso ao armar um São Paulo mais ofensivo depois de uma semana na qual teve seu cargo em risco no Morumbi, e vê o resultado como injusto pelo que os dois times produziram em campo.

"Crespo, corajoso, meteu quatro atacantes, que nem sempre é sinal de um time ofensivo, mas ontem foi, é verdade que no último minuto, por muito pouco, se não é o Tiago Volpi, o Santos teria vencido, mas seria uma baita injustiça, porque o placar moral do jogo foi 3 a 0 para o São Paulo. O Santos achou um gol aos 4 minutos, um golaço, diga-se de passagem, do Sanchez, mas depois não chutou uma bola no gol do São Paulo durante todo o primeiro tempo e o São Paulo criou, teve chances", diz Juca.

"O Calleri mostrou que tem futuro como teve passado nesse time do São Paulo, e além do mais, outra vez o Rigoni, só não estava em uma noite feliz, mas teve oportunidades para fazer gols e tudo, achei um São Paulo muito mais interessante de se ver do que aquele São Paulo que vinha jogando sem torcida. Parece que aqueles 5.500 são-paulinos mudaram o jeito de o São Paulo jogar", completa.

Arnaldo afirma que a escalação inicial do São Paulo foi preocupante em termos de organização com tantos atacantes em campo, mas afirma que o time funcionou, embora não tenha conseguido vencer o rival.

"O time funcionou bem, não foi uma bagunça, pelo contrário. Além de empilhar atacantes, tinha um meia ofensivo de lateral direito e tinha só um zagueiro zagueiro mesmo, que era o Miranda, e o São Paulo atacou e se defendeu bem durante o jogo. Não ganhou, é verdade, mais uma vez, mas mostrou alguma coisa que agora o Crespo tem que capitalizar para, enfim, conseguir o objetivo", diz Arnaldo.

"O São Paulo tem o objetivo de G9 e o Crespo tem o objetivo de iniciar o próximo ano, um novo ciclo, ele fala de ano de reconstrução e estava ficando ameaçado porque o time não respondia em campo, mudava toda hora e não tinha uma atitude, que teve contra o Santos, é o mínimo que se espera de um time de futebol, de um time grande", completa.

Mauro Cezar afirma que a escalação do São Paulo com os quatro atacantes funcionou diante do Santos, mas pode ser arriscado diante de um adversário mais organizado no momento que o time dirigido pelo Fábio Carille.

"Em outros jogos eu acho bem perigoso jogar dessa maneira, é uma quantidade enorme de atacantes, parecia o time do Renato Gaúcho, só que o Renato é durante o jogo, acho que ele andou vendo o jogo do Renato e achou legal, o Crespo, não sei o que ele viu lá de legal no jogo contra o Bragantino no segundo tempo e o jogo do Grêmio, quando o Renato fez exatamente isso durante as partidas, ficou com dois homens de meio-campo de fato e quatro atacantes, colocando alguns deles em outras missões que os caras não estão acostumados a fazer", diz o jornalista.

Já em relação ao pênalti, Juca Kfouri e Mauro Cezar Pereira apresentam opiniões diferentes a respeito, considerando se a arbitragem de Raphael Claus acertou ou errou na marcação.

"Eu estou convencido de que o zagueiro do Santos ontem deu uma de Joãozinho sem braço, aliás, Joãozinho com braço, porque que ele faz o gesto para tirar a bola com o cotovelo para mim ficou muito claro", diz Juca.

"Ele não abriu o braço, não foi como o pênalti do Palmeiras na noite anterior, que abre o braço, o do Bahia na outra noite, jogo com o Corinthians, que abre o braço, ele não abriu o braço, gente, aquilo ali eu achei uma vergonha", conclui Mauro.

O programa também analisa os tropeços de Atlético-MG e Flamengo na rodada do Brasileirão, a derrota do Palmeiras e o bom momento do Corinthians e a vitória da seleção brasileira sobre a Venezuela pelas Eliminatórias Sul-Americanas.

Posse de Bola: Quando e onde ouvir?

A gravação do Posse de Bola está marcada para segundas e sextas-feiras às 9h, sempre com transmissão ao vivo pela home do UOL ou nos perfis do UOL Esporte nas redes sociais (YouTube, Facebook e Twitter).

A partir de meio-dia, o Posse de Bola estará disponível nos principais agregadores de podcasts. Você pode ouvir, por exemplo, no Spotify, Apple Podcasts, Google Podcasts, Amazon Music e Youtube --neste último, também em vídeo. Outros podcasts do UOL estão disponíveis em uol.com.br/podcasts.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL