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Mauro: Uma pena a situação de Vasco, Botafogo e Cruzeiro, mas não é por acaso

Do UOL, em São Paulo

21/08/2021 04h00

Atualmente disputando a Série B do Campeonato Brasileiro, Botafogo, Cruzeiro e Vasco passam por problemas não apenas em campo, mas principalmente fora dele em temos de dívidas que tiveram participação no momento atual vivido nos três clubes. Mauro Cezar Pereira lamenta que hoje esta seja a realidade, mas afirma que os clubes fizeram por merecer.

No podcast Posse de Bola #153, Mauro Cezar cita os programas que visavam auxiliar os clubes em relação às dívidas, assim como cita momentos nos quais os três contavam com elencos de jogadores que eles não tinham condições de bancar sem que se endividassem.

"É óbvio que isso é lamentável, mas não é por acaso, é sempre bom lembrar isso. Eu acho que é uma tendência de 'ah que pena'. É lógico que é uma pena, mas nada acontece por acaso, esses clubes estão sendo mal administrados há muitos anos, quantas chances de recuperação, quantos Profuts da vida já tivemos no futebol brasileiro? Quantas Timemanias e outras coisas foram criadas para socorrer os clubes de futebol e os caras continuam errando. Até hoje tem gente que está se envolvendo em aventuras e com a chancela de boa parte de suas torcidas", diz Mauro.

"Não é casual, o caso do Cruzeiro não é por acaso e é bom lembrar que era alguns casos específicos, para ficar no exemplo do Cruzeiro, o Cruzeiro ganhou títulos com times que ele não podia sustentar, tanto que de uma hora para outra não teve mais. O Vasco ganhou uma Copa do Brasil em 2011 e sonhou com a Libertadores, duelou com o Corinthians, poderia ter sido campeão da Libertadores, é óbvio que o Vasco tinha time para ser campeão. Agora, o Vasco tinha dinheiro para ter um time campeão da Libertadores? Não, não tinha, tanto que no ano seguinte começa uma debandada de jogadores e é retomada a grave crise", completa.

Ele também cita o caso do Botafogo, do período no qual o clube teve o holandês Clarence Seedorf, na gestão de Maurício Assumpção. O jornalista também afirma que os torcedores que apoiam os dirigentes a gastarem o que o clube não tem condições para contratações expressivas acabam tendo participação na derrocada financeira.

"O Seedorf no Botafogo e aqueles jogadores que o cercavam nos tempos do Maurício Assunção, para citar alguns momentos, entre tantos outros, de má gestão desses clubes, então não é por acaso. Se estão comendo o pão que o diabo amassou é uma pena, eu acho lamentável, é óbvio que eu não acho isso bom, não torço para que isso aconteça, a gente trabalha com futebol e não quer ver grandes clubes indo para o espaço, muito pelo contrário, mas é sempre bom lembrar que não é por acaso", afirma.

"É uma pena, mas não é por acaso e o torcedor que hoje, nos tempos atuais, com balanços, com informação que circula, ao invés de ficar atento a isso e questionar, aplaude quando o dirigente mete os pés pelas mãos, contratando Deus e o mundo e tudo mais, acha legal, esse torcedor é sócio no crime, ele é cúmplice por omissão e por incentivo a esse tipo de comportamento dos gestores dos seus clubes. É uma pena, mas o castigo é merecido. Procuraram e encontraram", conclui.

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