PUBLICIDADE
Topo

Futebol

ANÁLISE

Texto baseado no relato de acontecimentos, mas contextualizado a partir do conhecimento do jornalista sobre o tema; pode incluir interpretações do jornalista sobre os fatos.

Mauro: Flamengo com o time reserva fez a obrigação contra o Volta Redonda

Do UOL, em São Paulo

10/05/2021 19h56

Com vantagem por ter vencido o primeiro jogo da semifinal, o Flamengo confirmou sua classificação para a final do Campeonato Carioca ao golear o Volta Redonda por 4 a 1 no segundo jogo, com o técnico Rogério Ceni optando mais uma vez por levar a campo um time alternativo, com jogadores reservas e a presença de Gabigol, que marcou dois, enquanto Michael e Vitinho fizeram os outros gols da vitória rubro-negra.

No podcast Posse de Bola #124, Mauro Cezar Pereira afirma que o Flamengo cumpriu sua obrigação mesmo com os reservas ao passar pela equipe de Volta Redonda, que atualmente disputa apenas a terceira divisão nacional, e que o jogo serviu como oportunidade para Rogério Ceni fazer novos testes de jogadores que poderão ser importantes ao longo da temporada.

"O Volta Redonda, é um time de Série C, preto e amarelo, muito parecido com o Novorizontino, não tem muita diferença. Essa cascata de que os times do Rio são uma porcaria. Os de São Paulo são uma maravilha? É igual, mesma série, mesma cor de camisa, tudo muito parecido. E é uma boa equipe dentro das possibilidades do Volta Redonda, mas realmente nesses dois jogos o Flamengo se impôs muito bem jogando com o time reserva, acho que fez a obrigação dele", diz Mauro Cezar.

"Qual é a obrigação de um time grande com elenco tão farto? Jogar estadual contra um time como o Volta Redonda, o Fluminense contra a Portuguesa, tem que se impor, mesmo colocando reservas em campo, mesmo com o time reserva, com alguns jogadores da base, é muito mais forte, não tem nem termos de comparação. E houve a oportunidade de preparar esse time B porque os jogadores titulares estavam de férias no começo da temporada e esse time foi sendo utilizado com um ou outro jogador", completa.

Mauro destaca o uso de Vitinho e Michael na partida e a forma como os dois jogadores aproveitaram bem mais uma vez as chances que tiveram na partida pela semifinal do estadual, com Ceni mantendo a estrutura que costuma escalar também quando conta com todos seus titulares. O jornalista não espera ver o time completo em campo nas duas partidas finais contra o Fluminense.

"O Ceni vai usar essa mesma base, acho que ele vai manter os jogadores que vêm jogando o estadual, talvez com uma ou outra mudança, muito bem o Vitinho também, que é outro que está se recuperando, jogando em uma outra função, onde o Domènec também utilizou, mais como meio-campista mesmo, jogador de lado. Ele manteve mais ou menos a estrutura, jogou no 4-4-2 sábado, mas manteve a estrutura no que se refere aos laterais, o Ramon mais preso, como o Filipe Luís e o Matheusinho avançando", diz Mauro.

"Será que ele vai barrar os caras que fizeram praticamente todo o campeonato? Michael líder de assistências, Vitinho jogando super bem? Eu imagino que não, talvez ele misture um pouco. Outro que jogou e fez um bom jogo foi o Léo Pereira, que é outro que tenta se recuperar. Os três jogadores custaram cerca de 24 milhões de euros, o Vitinho, contratado ainda na gestão anterior, do Bandeira de Mello, Léo Pereira e Michael. É muito dinheiro, estes jogadores você tem que recuperar, tem que tentar fazer com que eles voltem a render, porque em algum momento jogaram mais bola", conclui.

Posse de Bola: Quando e onde ouvir?

A gravação do Posse de Bola está marcada para segundas e sextas-feiras às 9h, sempre com transmissão ao vivo pela home do UOL ou nos perfis do UOL Esporte nas redes sociais (YouTube, Facebook e Twitter).

A partir de meio-dia, o Posse de Bola estará disponível nos principais agregadores de podcasts. Você pode ouvir, por exemplo, no Spotify, Apple Podcasts, Google Podcasts, Amazon Music e Youtube --neste último, também em vídeo. Outros podcasts do UOL estão disponíveis em uol.com.br/podcasts.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

Futebol