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ANÁLISE

Texto baseado no relato de acontecimentos, mas contextualizado a partir do conhecimento do jornalista sobre o tema; pode incluir interpretações do jornalista sobre os fatos.

Mauro: É evidente que o Atlético-MG não tem uma grande saúde financeira

Do UOL, em São Paulo

05/04/2021 19h21

A análise da questão financeira no programa Dividida, de Mauro Cezar Pereira, desagradou parte dos torcedores do Atlético-MG com o alerta do entrevistado Cesar Grafietti a respeito dos aportes financeiros por parte de investidores do clube e a citação das diferenças em relação ao Palmeiras.

No podcast Posse de Bola #114, Mauro Cezar Pereira comenta a insatisfação dos torcedores e cita problemas financeiros apresentados pelo Galo para exemplificar que a situação não é saudável, com o fato de a dívida do clube ter chegado a cerca de R$ 1 bilhão, reforçando o alerta para o que aconteceu com o rival Cruzeiro.

"É imperativo falar do Atlético-MG, que é clube que hoje tem um sistema já muito conhecido aqui no Brasil, que é um mecenato, alguém que coloca dinheiro para contratar jogador, para pagar salários atrasados, lembrando que o Atlético-MG ano passado teve inúmeros problemas, salários atrasados, Sampaoli reclamando, ia perder pontos na Fifa e o presidente então, que era o Sette Camara, ao apagar das luzes conseguiu o dinheiro com esses investidores de sempre para poder pagar e evitar que o Galo perdesse pontos no Campeonato Brasileiro, como o Cruzeiro perdeu na Série B", diz Mauro Cezar.

"É evidente que o Atlético-MG não tem uma grande saúde financeira. Na semana passada foi publicada a informação no Estado de Minas de que a dívida chegou a R$ 1 bilhão e outros veículos, o próprio UOL também publicou essa informação que a dívida, quando surgir o balanço do Atlético-MG, estará na casa de R$ 1 bilhão e isso obviamente é algo preocupante", completa.

O jornalista destaca que o torcedor muitas vezes não se importa com o noticiário apontando o endividamento do clube, mas lembra do caso do Fluminense na relação que tinha com a Unimed por meio de Celso Barros e ressalta que o mecenato um dia acaba e ficam os problemas.

"Quando sair o balanço, certamente os especialistas como o Cesar Grafietti vão analisá-lo, vão mostrar o que há de perigoso, o que há de bom, o que há de ruim e quem é da seita vai achar que está tudo maravilhoso, mesmo com o rival passando pelo que está passando. Eu continuo achando o seguinte, o único mecenato razoável que eu me lembre no futebol brasileiro foi o do Palmeiras com o Paulo Nobre, porque ele pegou o dinheiro dele, emprestou ao Palmeiras a juros baixíssimos e isso para mim já caracteriza um mecenato", diz Mauro Cezar.

"No Atlético-MG o que acontece é o que aconteceu no Fluminense, que durante anos montava grandes equipes, nunca se preocupou em ter um CT, nunca se preocupou em sanear as finanças, nunca se preocupou em recuperar o estádio das Laranjeiras, que é um lugar super bonito, um lugar belíssimo, nada disso, o Fluminense foi montando time para tentar ganhar campeonato e quando um dia a carruagem vira abóbora, o mecenato um dia acaba, um dia o cara vai embora, acaba o dinheiro, e aí você se depara com a realidade, então esse é o cenário, então isso é de fato preocupante", conclui.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

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