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Posse de Bola

Programa semanal de futebol com Juca Kfouri, Mauro Cezar Pereira, Arnaldo Ribeiro e Eduardo Tironi


ANÁLISE

Texto baseado no relato de acontecimentos, mas contextualizado a partir do conhecimento do jornalista sobre o tema; pode incluir interpretações do jornalista sobre os fatos.

Posse de Bola #108: Gabigol no cassino, baixa no Corinthians e SPFC x VAR

Do UOL, em São Paulo

15/03/2021 12h53

Na antevéspera de se reapresentar ao Flamengo, o atacante Gabigol foi detido em um cassino clandestino em São Paulo na noite do último sábado, quando o local tinha cerca de 300 pessoas aglomeradas em plena pandemia. O jogador foi liberado após prestar esclarecimentos, deu justificativas em entrevista e já voltou aos treinos no Ninho do Urubu após o período de folga.

No podcast Posse de Bola #108, os jornalistas Arnaldo Ribeiro, Eduardo Tironi, Juca Kfouri e Mauro Cezar Pereira comentam o episódio de Gabigol, a justificativa dada pelo jogador e a opção do Flamengo por não dar a ele nenhuma punição. Eles também citam outros casos de jogadores e ex-jogadores que furaram protocolos organizando jogo festivo, indo a resort e outros casos.

Arnaldo Ribeiro faz uma comparação no caso de Gabigol a Neymar, comparando os dois jogadores tanto na qualidade dentro de campo, guardadas as proporções do local onde cada um deles atua, e nas atitudes extracampo, agindo como se pudessem tudo.

"O Gabigol é, fazendo a comparação da água da Vila Belmiro, ele é o Neymar do futebol brasileiro, para o bem e para o mal. Ele foi o melhor jogador do campeonato, é um dos melhores jogadores, é o melhor jogador do Brasil em atividade, tem essa química inclusive com os torcedores mais jovens, quando tinha público isso era muito evidente, e também tem, digamos, a ideia de que pode fazer o que quiser porque é um baita ídolo", afirma Arnaldo.

"De fato, ele no Brasil é o Neymar. Não por acaso, talvez ele se espelhe no Neymar, enfim, e aí é para o bem e para o mal. No campo é para o bem e fora de campo é para o mal". completa.

O jornalista cita a forma como o jogador terminou a temporada elogiado por ser decisivo nos jogos finais, além de se conter para evitar suspensão por cartão amarelo, mas vê falta de noção do que representa fora de campo para os torcedores.

"A gente até no campo elogiou as últimas semanas dele de Brasileiro, controlando os nervos para não tomar cartão, aquela coisa toda, finalizando o campeonato e ajudando o Flamengo. E é incrível como esses caras que conseguem ter essa ascendência monstruosa sobre as pessoas, sobre os jovens sobretudo, eles não conseguem ter a noção do que eles podem representar, influenciar pelo lado bom. De fato não vem nada dali como exemplo e tudo o mais", afirma Arnaldo.

Falta de punição pela diretoria do Flamengo não surpreende

Arnaldo Ribeiro também comenta a falta de punição por parte da diretoria do Flamengo ao seu camisa 9 pelo caso do cassino, revelada em matéria de Mauro Cezar Pereira, e afirma que a postura do Flamengo em meio à pandemia faz com que não seja surpreendente a decisão de não punir o jogador.

"Em relação à diretoria do Flamengo e a sua postura para com o episódio, para com o Gabigol, eu recomendo a leitura do blog do André Rocha, nosso companheiro do UOL, sobre a relação do episódio Gabigol no cassino com o negacionismo que a diretoria do Flamengo desempenha desde o início da pandemia, em relação a tudo o que envolve a pandemia", diz Arnaldo.

O jornalista lembra do episódio no qual houve a demissão de um membro da equipe de assessoria de imprensa após a publicação de uma foto da delegação sem máscaras no avião em volta do Equador, quando houve um surto de casos de covid-19 no elenco.

"Talvez a única chegada, o único sermão, a única atitude de pulso da diretoria do Flamengo nesse período todo de pandemia foi demitir o cara que fotografou a galera sem máscara naquele avião voltando para o Brasil, aí é fácil, você manda quem tirou a foto da galera sem máscara naquele avião que voltava do jogo da Libertadores, naquele primeiro surto envolvendo grande time de futebol no futebol brasileiro. Isso não surpreende, levando em consideração quem comanda o Flamengo e quem comanda o Brasil", conclui.

O programa também analisa a vitória do Fluminense no Fla-Flu, o Corinthians com nova crise em meio à saída do médico Ivan Grava, a vitória dentro de campo do clube alvinegro, o Palmeiras sobrando com o time reserva no Paulistão, o São Paulo em guerra contra o VAR após a primeira derrota sob o comando de Hernán Crespo e Cristiano Ronaldo batendo marca de gols de Pelé em jogos oficiais.

Posse de Bola: Quando e onde ouvir?

A gravação do Posse de Bola está marcada para segundas e sextas-feiras às 9h, sempre com transmissão ao vivo pela home do UOL ou nos perfis do UOL Esporte nas redes sociais (YouTube, Facebook e Twitter).

A partir de meio-dia, o Posse de Bola estará disponível nos principais agregadores de podcasts. Você pode ouvir, por exemplo, no Spotify, Apple Podcasts, Google Podcasts, Amazon Music e Youtube --neste último, também em vídeo. Outros podcasts do UOL estão disponíveis em uol.com.br/podcasts.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL