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Mauro: Acerto foi bom para Diego Alves e o Flamengo, mas houve um desgaste

Do UOL, em São Paulo

19/12/2020 04h00

O goleiro Diego Alves chegou a um acordo com o Flamengo para a renovação de seu contrato por um ano após um longo período de negociação e ela ter sido dada como encerrada e sem acordo, até o momento em que os próprios companheiros de elenco e o técnico Rogério Ceni demonstraram apoio ao jogador campeão brasileiro e da Libertadores em 2019 pelo clube rubro-negro.

No podcast Posse de Bola #83, Mauro Cezar Pereira comenta o desfecho da negociação, diz que ambos tiveram que ceder e que no final o acordo foi bom para os dois lados, considerando também que o goleiro terá uma cláusula que o dá a oportunidade de sair no caso de uma proposta de um clube estrangeiro.

"O Diego Alves renovou o contrato, os dois lados cederam, havia aí uma questão política no meio, como tudo o que envolve o Flamengo, uma parte da diretoria tentando um acordo e uma outra bem irredutível, acabou que o goleiro cedeu, o clube cedeu um pouco também e chegaram a um consenso, o reajuste dele não vai ser aquele que pedia, o tempo de contrato não vai ser de dois anos, mas de um", diz Mauro Cezar.

"Ele tem a cláusula, até publiquei no meu blog no UOL, o contrato dele terá a cláusula de saída, igual à do Rafinha, o que eu acho até que é legal, no meio do ano, um cara que vai fazer 36 anos, você imaginar que no meio do ano pinta uma proposta lá de fora de um mundo desses ou até de um time europeu, como aconteceu com o Rafinha lá com o Olympiakos. Tem a chance de ganhar em euro e, se ele quer sair, sai sem multa", completa.

O jornalista afirma que a negociação não foi bem conduzida pelo Flamengo e nem pelos representantes do goleiro, o que causou um desgaste na relação e até com as informações que chegaram aos torcedores. Ele acredita também que haverá uma transição para que futuramente Hugo Souza seja o dono da posição no clube.

"Apesar de muito mal conduzida essa situação pelas duas partes, pelo clube e por pessoas que trabalham junto ao atleta, que eu acho que também não foram bem na maneira como isso foi conduzido, muita coisa vazada, muitas versões, uma vitimização que não combina nem com ele, com o goleiro, acho eu. Ficar sem ele na reta final do campeonato seria muito ruim, porque já colocaria sobre o Hugo uma responsabilidade de ter que assumir aí a condição de titular", diz Mauro.

"Outra coisa, se tivesse tantas propostas como andaram vazando por aí será que ele teria renovado? Se tivesse propostas maravilhosas, talvez não tivesse renovado, e não teria obrigação nenhuma de renovar, evidentemente. Mas, no final, acho que foi bom para todo mundo, bom para ele e para o clube, só achei que houve um desgaste muito grande", conclui.

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