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Arnaldo: "VAR anularia o gol mais bonito da história das Copas por falta"

Do UOL, em São Paulo

29/11/2020 04h00

A morte de Diego Maradona na última quarta-feira (25) rendeu homenagens em várias partes do mundo e também lembranças de sua atuação na Copa do Mundo de 1986, quando levou a Argentina ao título mundial e teve dois gols emblemáticos diante da Inglaterra nas quartas de final, um foi a 'Mano de Diós', e o outro considerado o mais bonito dos mundiais, driblando adversários antes do meio de campo até chegar à meta.

No podcast Posse de Bola #77, Arnaldo Ribeiro cita como crítica ao VAR o fato de o gol de mão ter sido usado como exemplo de jogada que seria corrigida com o auxílio do vídeo e também afirma que o segundo gol poderia ter sido invalidado nos dias atuais devido a uma suposta falta no início da jogada.

"Em relação ao VAR é interessante porque o gol de mão, 'Mano de Diós', é um dos aspectos ilustrados que o pacote VAR que veio ao mundo traz, é a primeira coisa, ‘uma das maiores injustiças do futebol em todos os tempos o gol de mão do Maradona contra a Inglaterra’, os ingleses até essa semana, mesmo durante a morte do Maradona, algumas publicações lembraram da 'mano de Diós', o [Peter] Shilton deu entrevista, o goleiro da Inglaterra da época", diz Arnaldo.

"O segundo gol contra a Inglaterra, o gol em que ele dribla todo mundo, uma essência do futebol, é muito saboroso esse negócio, e o VAR atual, do jeito que ele é aplicado na América do Sul, ele provavelmente anularia o gol do Maradona, porque ele voltaria a fita até o início da jogada e se você espremer, teve uma falta no início da jogada no inglês. E aí não tem gol nenhum, o VAR tem essa capacidade, inclusive, de em teoria anular o gol mais bonito da história das Copas por uma suposta falta no início da jogada”, completa.

Arnaldo afirma que, ao contrário do VAR, que reduz a questão humana, de erros, do jogo de futebol, Maradona foi um símbolo humano do futebol e atuou durante um período no qual era muito mais difícil em relação aos dias atuais em relação à violência, principalmente contra jogadores mais habilidosos como ele.

"Maradona é a personificação do aspecto humano do jogo de futebol, assim como o Pelé também, esses dois maiores assim, com as suas artimanhas, com as suas genialidades, com as suas estratégias e tudo mais, em tempos em que o campo era ruim, a bola era pesada, a violência era uma coisa absurda, quem acompanhou a carreira do Maradona, hoje vendo o futebol, o futebol hoje, para quem joga, é muito mais protecionista, não tem um décimo da violência que existia”, diz Arnaldo.

"A longevidade do Messi e do Cristiano Ronaldo tem a ver com isso, não tem pancada no futebol, é raríssimo. Nos tempos do Maradona era uma carnificina, tanto que a fratura que ele sofreu jogando pelo Barcelona foi uma das entradas mais criminosas e não incomuns da época, é coisa maluca", conclui.

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