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Mauro: Poucos técnicos brasileiros fariam algo parecido a Inter e Flamengo

Do UOL, em São Paulo

26/10/2020 17h03

Na rodada do fim de semana, Internacional e Flamengo protagonizaram um dos melhores jogos do Campeonato Brasileiro, com o jogo de estratégias dos técnicos Eduardo Coudet e Domènec Torrent, chances criadas, pressão ofensiva, gols e o empate no final, quando o time rubro-negro pressionava já nos acréscimos. Mas será que com técnicos brasileiros no comando seria possível dois times jogarem com o mesmo nível que os líderes do Brasileirão?

No podcast Posse de Bola #68, Mauro Cezar Pereira analisa o jogo e afirma que seriam poucos os técnicos brasileiros que poderiam levar seus times a uma atuação como a de Inter e Flamengo no jogo de ontem no Beira-Rio, partida que considera jogada no mesmo nível em que se joga nas grandes ligas da Europa.

"O jogo foi excelente, de fato, se fosse um jogo da Premier League nós estaríamos elogiando do mesmo jeito, e não é coincidência que são dois técnicos estrangeiros. Eu acho que não é coincidência. Poucos técnicos brasileiros hoje fariam algo parecido, poucos, embora o jogo do Morumbi também foi um bom jogo, com dois técnicos brasileiros", diz Mauro Cezar.

"Diferenças de estratégia, diferenças de um tempo para o outro, pontos em comum entre as partidas, inclusive, primeiro tempo de um jeito e segundo de outro, primeiro tempo domínio de a e segundo domínio de b, os dois jogos com gols no plural, gols no final, dois jogos legais, com técnicos brasileiros e técnicos estrangeiros, mas são poucos técnicos no Brasil brasileiros que são capazes de fazer suas equipes jogarem dessa maneira", completa.

Inter jogou no seu limite contra o Flamengo

Para Mauro Cezar, o Internacional de Eduardo Coudet jogou no seu máximo diante do Flamengo e acabou sentindo fisicamente no segundo tempo depois de pressionar a saída de bola do adversário na primeira etapa, uma condição que ele considera semelhante ao que fez o River Plate na final da Libertadores do ano passado diante do time rubro-negro, então comandado por Jorge Jesus.

"O Inter também tinha desfalques importantes, que pesam bastante no cenário de um elenco que é inferior ao do Flamengo, mas acho que o Inter foi no seu limite, e o segundo tempo do Internacional mais esgotado me lembrou um pouquinho a final da Libertadores, guardadas as proporções", diz o jornalista.

"Primeiro tempo o River Plate marca o Flamengo e dificulta o Flamengo, no segundo tempo o Flamengo domina o jogo, começa a criar situações, os gols saem no final, mas o Flamengo já estava produzindo bem mais e teve oportunidades no segundo tempo naquele jogo, e ontem foi em um volume maior, foram várias chances claras no segundo tempo porque o Inter não iria conseguir jogar marcando o Flamengo lá em cima e dificultando a saída de bola o tempo todo", conclui.

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A gravação do Posse de Bola está marcada para segundas e sextas-feiras às 9h, sempre com transmissão ao vivo pela home do UOL ou nos perfis do UOL Esporte nas redes sociais (YouTube, Facebook e Twitter). A partir de meio-dia, o Posse de Bola estará disponível nos principais agregadores de podcasts.

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