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Bronca de Telê Santana mudou a carreira de volante da seleção em 1986

Do UOL, em São Paulo

23/07/2020 04h00

Durante sua carreira com passagens pelo Atlético-MG, Palmeiras e Benfica, além da seleção brasileira, o ex-volante Elzo teve diversos treinadores, como Rubens Minelli, Procópio Cardoso e o sueco Sven-Goran Eriksson, que considera importantes para o seu desenvolvimento como jogador, mas ele aponta Telê Santana como fundamental depois de uma bronca durante a preparação para a Copa do Mundo de 1986 que ele nunca se esqueceu.

Em entrevista ao programa Os Canalhas, Elzo fala sobre como ter tomado a bronca na qual o treinador avisou ao volante que ele não era estrela da seleção e estava na lista de corte de Telê para a Copa, e como amadureceu com o recado e conseguiu ser titular em todos os jogos da seleção brasileira no mundial do México.

"Eu trabalhei com vários treinadores, inclusive os treinadores do Benfica foi depois da Copa do Mundo. O Telê ele foi não só como treinador meu dentro do campo excelente, mas fora do campo também, porque foi ele que me deu aquela dura, eu entendi o recado dele, se eu não tivesse entendido, teria sido um fraco, teria voltado para casa, eu entendi o que ele queria de mim na seleção brasileira, eu entendi o que ele precisava", diz Elzo.

"Ele precisava de um cara que resguardasse o setor defensivo da seleção brasileira, ele via em mim uma qualidade para isso, só que para isso eu tinha que entender, eu tinha que aguentar certas coisas, como eu aguentei principalmente quando levei aquela dura dele", completa.

Elzo recusou proposta do Real Madrid para jogar no Benfica

Após a atuação na Copa do Mundo de 1986, Elzo chamou a atenção de clubes europeus e teve uma proposta para jogar no Real Madrid, mas optou por não jogar no futebol espanhol e fechou com o Benfica, de Portugal, para conhecer Eusébio, um de seus ídolos.

Durante a passagem pelo Benfica, foi vice-campeão na Copa dos Campeões (atual Liga dos Campeões), em final perdida nos pênaltis para o PSV Eindhoven em 1988, e foi campeão português em 1989, antes de retornar ao Brasil para defender o Palmeiras.

"Eu vim da Copa do Mundo e tive uma proposta do Real Madrid muito boa e, na realidade, eu tinha um sonho, o sonho dos meus ídolos e meus ídolos do futebol eram Nelinho, Zico, Pelé e Eusébio. O Zico estava comigo na seleção, com o Nelinho eu estava jogando no Atlético-MG, o Pelé eu conheci, e depois eu tinha que ter a oportunidade de conhecer o Eusébio", conta Elzo.

"Foi onde eu optei em jogar no Benfica. Até financeiramente não era, a questão maior era do Real Madrid, mas eu preferi jogar no Benfica. Eu fui pelo amor, o amor de conhecer um ídolo, que era o Eusébio, que eu acabei fazendo uma grande amizade com ele, era uma pessoa na época extraordinária", completa.