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Campeão mundial leva 20 mil pessoas a prova de mountain bike no Brasil: "Estádio de futebol"

Demétrio Vecchioli

Colaboração para o UOL, em São Paulo

20/05/2020 04h00

O ciclismo brasileiro era um e se tornou outro depois que Henrique Avancini chegou à elite do mountain bike, vencendo um Campeonato Mundial e se firmando como o segundo do ranking da federação internacional. Estaria ele preocupado com deixar um legado?

"Eu penso muito a respeito nisso, de uma forma mais filosófica...", diz o ciclista de 30 anos, iniciando uma resposta de quase seis minutos. Sim, Avancini pensa, ou "filosofa", muito sobre seu legado. E também atua na prática. Hoje, além das 12 pessoas que o auxiliam como atleta, entre treinador, fisioterapeuta, mecânico, etc, ele emprega outros 17 profissionais em projetos que visam o desenvolvimento da modalidade e a formação de atletas que um dia possam superá-lo.

Número maior, só de patrocinadores. Atualmente, 18 marcas são ligadas de forma contínua ao ciclista. Ele evita comparações, mas, sozinho, é maior do que a Confederação Brasileira de Ciclismo. Se hoje o mountain bike é o mais rico esporte olímpico individual do país, atraindo até 20 mil espectadores numa única prova, é muito porque Avancini é o fermento que faz o bolo crescer.

"Os atletas muitas vezes se preocupam em alcançar o lugar de destaque e, quando você está com faca na mão, você corta a fatia do bolo do tamanho que você quer. É mais trabalhoso, mas é muito mais proveitoso, até porque você vai colher mais frutos no futuro, ao invés de se preocupar em cortar uma fatia maior, você se preocupa em fazer um bolo maior", compara.

Em conversa com o UOL Esporte, Avancini não só explicou a receita como contou dos preparativos necessários para fazer a massa crescer, avaliou o sabor do recheio...

Leia a entrevista completa aqui: Brasil coloca, hoje, mais pessoas assistindo mountain bike do que jogos de futebol. E tem um campeão mundial para culpar por isso.

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