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Mauro: "Não justifica no 1º clássico, com sua torcida, jogar no contra-ataque"

Do UOL

Em São Paulo

27/01/2020 15h02

O técnico Vanderlei Luxemburgo optou por jogar no contra-ataque no clássico contra o São Paulo e explicou antes do início do jogo a sua opção para enfrentar um time que joga mais pela posse de bola, como é o caso do treinado por Fernando Diniz.

Durante o primeiro bloco do podcast Posse de Bola #17 "O ataque do São Paulo não incomoda ninguém", a opção do treinador palmeirense foi analisada por Arnaldo Ribeiro, que viu como positiva a mudança de Vanderlei Luxemburgo de acordo com a forma de jogar do adversário, opinião diferente da expressada por Mauro Cezar Pereira.

"Em pouco tempo, o que ele se propôs a fazer até agora no Palmeiras, algumas coisas andaram, já caminharam. A primeira coisa que não andou e ele rapidamente reverteu, foi Lucas Lima e Raphael Veiga juntos, os dois meias. Contra o São Paulo não vai dar para jogar desse jeito, vai jogar com um jogador mais agudo, o Gabriel Veron. E as outras que deram alguns sinais de eficácia, ele insistiu: Felipe Melo na zaga, Lucas Lima como titular, garotos jogando no meio de campo, com o Gabriel Menino. Algumas coisas que ele imaginou, insistiu e têm dado resultado", explicou Arnaldo.

"Não quer dizer que ele modificou o Palmeiras em um mês de trabalho e tal, mas acho que o Palmeiras é um time que dá mais. E tem outra coisa que eu achei que no clássico ele fez bem, e ele falou antes do jogo, 'dessa vez eu vou jogar diferente. Contra o Fernando Diniz, no São Paulo, eu vou jogar diferente. Eu não vou tomar a iniciativa com a bola, eu sei que eles gostam de jogar com a bola, eu não vou marcar lá na frente, não, vou ficar mais atrás e jogar no contra-ataque', porque eu acho que isso é do jogo, de acordo com o adversário.

Já para Mauro Cezar Pereira não achou positiva a mudança de postura do Palmeiras já no segundo jogo da temporada, quando acreditava que o time de Luxemburgo poderia ter tentado pressionar mais o São Paulo em seu campo e não optar pelo contra-ataque como estratégia.

"No momento que o Luxemburgo chegou e, digamos, ameaçou que o Palmeiras jogasse de outra forma, não se justifica no primeiro clássico, com mando de campo e torcida a seu favor, 'vou jogar no contra-ataque'. Não. Joga no campo do São Paulo, encurrala o time do Diniz, cria um desconforto para ele e fala assim: 'agora, eu jogo assim. Eu tomo as rédeas do jogo, o meu time é bom, eu tenho bons jogadores'. Jogar no contra-ataque? Modo Vasco? Não foi o modo Vasco, que era um time que jogava muito fechado, mas de novo tem o quê? Buscando só o resultado", analisou Mauro.

"Para quê servem esses jogos? Para você desenvolver, para você montar equipe, para você avançar de alguma maneira", completou o jornalista.

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