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03/11/2008 - 20h54

Marilson atribui vitória a "pequena vantagem" nos últimos metros

Nova York, 3 nov (EFE).- O brasileiro Marilson Gomes dos Santos, vencedor das edições 2006 e 2008 da maratona de Nova York, afirmou hoje que o segredo de sua segunda conquista, atingida no domingo com um tempo de 2 horas, 8 minutos e 43 segundos, foi a "pequena vantagem" que tirou seus rivais nos últimos metros.

Marilson, de 31 anos, acabou se impondo ao marroquino Abderrahim Goumri, que chegou em segundo, como no ano passado em Nova York e em Londres, e ao queniano Daniel Rono, que completou o pódio, em terceiro.

O atleta brasileiro assegurou que, neste ano, a corrida foi "muito mais disputada" do que na edição de 2006, quando se tornou o primeiro sul-americano a vencer no Central Park.

"Estou muito contente porque a maratona de Nova York é uma grande corrida, uma das melhores do mundo", declarou hoje o brasileiro à agência Efe durante uma visita ao arranha-céu 'Empire State'.

Marilson Gomes protagonizou um final eletrizante ao superar o marroquino Goumri faltando pouco mais de um quilômetro para o fim e deixar para trás também o queniano Rono.

O atleta brasileiro ressaltou que o triunfo conseguido no domingo "é resultado de muito trabalho, de muito esforço" e se mostrou disposto a participar da prova nova-iorquina em mais ocasiões.

Marilson chegou hoje muito mais relaxado do que no dia da corrida ao edifício 'Empire State Building' em companhia da recordista mundial de maratona, a inglesa Paula Radcliffe, que foi a mulher mais rápida também neste ano, da mesma forma do que nas edições de 2004 e 2007.

A eles se uniram a suíça Edith Hunkeler e o australiano Kurt Fearnley, campeões entre os atletas que fizeram a corrida em cadeira de rodas, e todos posaram para os fotógrafos e as câmaras de televisão no observatório do arranha-céu, no apartamento 86.

Mesmo com o céu encoberto, os atletas -e dezenas de turistas que presenciavam a sessão fotográfica- conseguiram contemplar Manhattan e seus arredores de um dos mais altos e carismáticos edifícios da cidade.

Com paciência, generosidade e bom humor, os vencedores da maratona nova-iorquina assinaram autógrafos, se deixaram fotografar e inclusive deixaram que alguns turistas acariciassem as medalhas de ouro de seus pescoços, que com tanto sacrifício alcançaram no domingo.

Marilson fez uma corrida em progressão cujo desenlace surpreendeu aos analistas.

O corredor brasileiro, além de Radcliffe e os dois campeões sobre cadeira de rodas, protagonizaram hoje também a cerimônia de abertura do pregão da Bolsa de Nova York.

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