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Incidente no Aberto dos EUA não mudará forma como lido com emoções, diz Djokovic

Tenista Novak Djokovic após acertar juiza de linha no Aberto dos EUA - Danielle Parhizkaran
Tenista Novak Djokovic após acertar juiza de linha no Aberto dos EUA Imagem: Danielle Parhizkaran

Julien Pretot

26/09/2020 16h03

O tenista Novak Djokovic afirmou que não vai deixar o incidente que causou sua desqualificação no Aberto dos Estados Unidos afetar a maneira como ele administra suas emoções em quadra, às vésperas de seu retorno a um Grand Slam para jogar em Roland Garros.

O sérvio, eliminado em Nova York depois de ter acertado acidentalmente com a bola uma juíza de linha, se recuperou ao conquistar o título no Masters de Roma, mas seu temperamento voltou a aparecer nas quartas-de-final, quando ele quebrou uma raquete durante a partida.

Embora tenha dito que seria mais cuidadoso e que o incidente nos EUA deixou uma cicatriz, Djokovic acrescentou que não vai se conter quando se trata de mostrar suas emoções em quadra.

"Claro, foi um choque para mim e para muitas pessoas. Mas a vida é assim, o esporte é assim. Essas coisas podem acontecer", disse Djokovic, que busca seu 18º título de simples em Grand Slams no Aberto da França, em entrevista coletiva neste sábado.

"Mas eu não acho que isso terá qualquer impacto negativo significativo sobre como me sinto na quadra de tênis."

"Quero dizer, ganhei o torneio em Roma apenas uma semana depois do que aconteceu em Nova York. Não senti nenhum tipo de perturbação emocional ou dificuldade para realmente ser capaz de jogar ou ainda expressar minhas emoções de qualquer forma."

No entanto, o número um do mundo disse que não esquecerá tão cedo o que aconteceu em Nova Iorque e que isso afetará seu comportamento.

"Obviamente, terei muito cuidado ao acertar uma bola de tênis na quadra", acrescentou Djokovic.

"Isso é algo que obviamente fica na minha cabeça depois do que aconteceu em Nova York. Vai ficar por muito tempo. Claro, vou me certificar de não cometer o mesmo erro duas vezes."

Para o tenista de 33 anos, adepto da meditação, superar o que aconteceu nos EUA é um processo interno.

"Tento fazer com que minhas reações negativas na quadra sejam as menores possíveis. Mas acho que também acontece. Não vou me rebaixar por causa disso. Também tento meio que aceitar e me perdoar pelo que aconteceu e seguir em frente ", disse ele.

"Eu realmente quero ser minha melhor versão como jogador, como ser humano em quadra, e ganhar partidas de tênis. Por causa do cuidado que tenho com isso, às vezes expresso minhas emoções de uma maneira boa ou talvez não tão boa assim."

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