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Seleção feminina dos EUA pede fim da proibição de se ajoelhar durante hino

Em 2016, Megan Rapinoe se ajoelhou durante o hino antes da partida entre Estados Unidos e a Holanda - Kevin C. Cox/GETTY IMAGES NORTH AMERICA/AFP
Em 2016, Megan Rapinoe se ajoelhou durante o hino antes da partida entre Estados Unidos e a Holanda Imagem: Kevin C. Cox/GETTY IMAGES NORTH AMERICA/AFP

09/06/2020 11h28

A seleção feminina de futebol dos Estados Unidos pediu à federação de seu país que revogue uma política que proíbe atletas de se ajoelharem durante o hino nacional e peça desculpas aos jogadores e torcedores negros.

A Federação de Futebol dos EUA (USSF) realizará uma reunião extraordinária para considerar a eliminação da regra, que exige que jogadores "permaneçam em pé respeitosamente durante os hinos nacionais em qualquer evento em que a federação esteja representada".

Ajoelhar-se virou um símbolo da luta contra a brutalidade policial usado por manifestantes que inundaram as ruas das cidades dos EUA após a morte de George Floyd, um homem negro que morreu sob custódia policial em Mineápolis no mês passado.

"A federação deveria imediatamente revogar a 'Política do Hino', publicar uma declaração reconhecendo que a política estava errada quando foi adotada e pedir desculpas aos nossos jogadores e torcedores negros", afirmou comunicado da associação nacional de jogadoras dos Estados Unidos na segunda-feira.

"Além disso, acreditamos que a federação deveria apresentar seus planos de como apoiará agora a mensagem e o movimento que tentou silenciar há quatro anos."

A USSF disse à Reuters em um email que uma votação poderia ocorrer após a teleconferência desta terça-feira ou na sexta-feira na reunião trimestral do conselho executivo.

A política foi implementada em 2017, depois que a jogadora Megan Rapinoe se ajoelhou durante o hino antes de uma partida contra a Tailândia no ano anterior, em gesto popularizado pelo quarterback Colin Kaepernick na NFL.

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