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Opinião: Vagner Mancini não entendeu como ganhava o jogo em São Paulo e quebrou o esquema tático do Grêmio

Esporte News Mundo (redacao@esportenewsmundo.com.br)

07/12/2021 07h55

O Grêmio fez um bom primeiro tempo contra o time do Corinthians na Neo Química Arena. A equipe conseguiu dificultar a criação no meio de campo do adversário e fazer suas jogadas velozes pelas pontas, de onde Ferreira cruzou para Diego Souza abrir o placar.

A estratégia corintiana ficou bem clara durante a primeira etapa; forçar jogadas pelo lado esquerdo da defesa do Grêmio, ou seja, pressionar Diogo Barbosa. Para isso, o time alvinegro trazia a bola para a ala direita, chamava a marcação tricolor para aquele lado do campo e depois virava o jogo, criando um corredor para Willian correr e jogar sobre o lateral-esquerdo do Imortal.

Entretanto, essas jogadas ocorreram poucas vezes, já que o Grêmio marcava lá em cima, pressionava os defensores do Corinthians, que tinham dificuldade para sair jogando. Essa estratégia da primeira etapa impediu que a bola chegasse aos ótimos jogadores de ataque do Timão, e, por conseguinte, dificultou a criação do time paulista. Segundo o SofaScore, o time da casa não teve um chute a gol nos primeiros 45 minutos.

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FOTO: LUCAS UEBEL/GREMIO FBPA

No segundo tempo, entretanto, Vagner Mancini decidiu seguir a receita de bolo e recuou seu time, dando a bola para o time adversário jogar e terminando com a marcação alta. O técnico literalmente desfez o esquema que gerava sua superioridade por medo de sofrer gols, e, por isso, tomou um gol. Com as linhas do Grêmio recuadas, os jogadores do Corinthians avançaram e a bola passou a chegar mais facilmente aos jogadores ofensivos, que deram 6 chutes na segunda etapa e acertaram um deles no ângulo.

Era mais importante impedir que a bola chegasse em Willian, Roger Guedes e Renato Augusto, do que tentar desarmar esses jogadores, o que ficou óbvio durante a partida, já que Rafinha e Diogo Barbosa sofreram para marcar os atacantes do Timão. Em uma falha dos volantes, o Grêmio sofreu um gol pela qualidade do adversário que teve 45 minutos de posse de bola. Ou seja, o tricolor resolveu entregar a bola para um ataque extremamente qualificado e desarmar esses jogadores, em vez de impedir que a bola chegasse aos atletas mais perigosos.    

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