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Alex encerra o ano com vice e 63,5% de aproveitamento pelo São Paulo

Alex de Souza, ex-meia e atual treinador do sub-20 do São Paulo - Divulgação/SPFC
Alex de Souza, ex-meia e atual treinador do sub-20 do São Paulo Imagem: Divulgação/SPFC

Esporte News Mundo (redacao@esportenewsmundo.com.br)

01/12/2021 09h00

O São Paulo ficou com o vice-campeonato do Brasileirão sub-20, após empatar com o Internacional, em 1 a 1, no Morumbi, no último domingo, 28. O resultado, somado ao jogo de ida, deixou o placar agregado em 3 a 1 para os colorados. A partida marcou o fim do ano do técnico Alex, na sua estreia como treinador, em uma das principais categorias de base do país.

Apesar de não ter conquistado uma taça e ter novamente sido eliminado de forma precoce do Paulistão da categoria, após derrota nos pênaltis para o Desportivo Brasil, na última quarta-feira, 24, o tricolor sub-20 mostrou uma melhora considerável em relação ao ano anterior.

Além de finalista do Brasileirão, a equipe teve boas sequências de invencibilidade: iniciou a temporada com uma série de dez jogos sem perder e depois ficou invicto por mais sete partidas, ou seja, teve apenas uma derrota nos primeiros 18 duelos da temporada.

Ao todo, Alex teve 43 jogos, 24 vitórias, dez empates e nove derrotas no comando da equipe, anotando 94 gols e sofrendo 47, com um aproveitamento de 63,5%. Na temporada passada, o São Paulo teve 33 partidas, com 12 vitórias, 11 empates e dez derrotas, com 44 gols marcados e 41 sofridos, apenas 46% de aproveitamento.

Alex teve que lidar com um elenco sub-20 bastante esvaziado, algo que já atrapalhou a equipe na temporada anterior. Para 2021, Lucas Sena, importante peça da lateral-direita, não renovou e trocou o São Paulo pelo Palmeiras. O zagueiro Fasson também não quis continuar no clube e foi para o Athletico-PR . O atacante Paulinho, do mesmo staff de Sena, acabou sendo liberado e hoje é jogador do Cruzeiro, que também foi destino do zagueiro Matheus Vieira. Outro atacante que somou artilharias no tricolor, Ricardinho também deixou a equipe e foi para o Grêmio, antes de se transferir para o futebol português.

Também foram liberados nomes como Guilherme Cachoeira, hoje no Vasco e Bruno Tatavitto, emprestado ao São Bernardo FC. Entre os goleiros, Matheus Cunha foi para o Flamengo, onde acabou considerado um dos melhores do Brasileirão sub-20, Jian está no Ituano e Rafael, filho do ex-goleiro Magrão, foi para o futebol italiano.

Com tantas saídas, Alex teve uma missão importante: recuperar jogadores que tiveram um desempenho abaixo do esperado na temporada passada e integrar os campeões sub-17 de 2020/21. Algo que, mesmo que muito bem feito, dificilmente resultará em título, por conta da diferença de idade e maturação entre os jogadores recém-chegados na categoria e aqueles que já estão no seu último ano. Talvez pensando nisso e nos mais de 50 jogos que teria na temporada, caso conseguisse chegar na final do Brasileiro e do Paulistão, o São Paulo fez diversas contratações, que apenas fizeram parte do elenco tricolor, sem grande destaque nesse primeiro momento.

Para o gol, chegaram Rokenedy, anteriormente no Santa Cruz e com passagem pelo Athletico. Lorenzo, ex-Internacional, Roberto, que estava no Juventus-SP e Levy, que chegou por empréstimo do Desportivo Brasil. Por empréstimo também, o São Paulo contratou o zagueiro Thiagão, do Coritiba, que chegou a ser devolvido por indisciplina e retornou ao clube após ser perdoado pela comissão e direção de Cotia.

Entre os outros atletas, nenhum chegou a ser titular de fato do time. Yan de Jesus, vindo do Próspera, após passagem pelo Coritiba e Lucas Freduzeski, não fizeram um jogo sequer pela equipe e Carlos Iury, emprestado pelo Primavera, fez apenas quatro jogos, somente dois como titular. Outros atletas foram mais utilizados no Paulistão, como Samuel, Carrijo e Stevanato, mas nenhum deles chegou a somar mil minutos em campo pelo tricolor.

Outro que reforçou a equipe na temporada foi o uruguaio Facundo Milán, que já em seu último ano de sub-20, participou de 35 jogos e anotou seis gols com a camisa do São Paulo, ainda sem corresponder à expectativa criada na época do anúncio da sua contratação.

No entanto, no que tange a recuperação dos jogadores, que vinham em um momento complicado depois das suas primeiras oportunidades na categoria, o novo treinador se saiu muito bem. O ponta Vitinho, que fez seu último ano de sub-20, terminou como artilheiro do time na temporada, anotando 12 gols e ainda contribuiu com sete assistências.

Juan Santos, com nove gols e seis assistências no Brasileirão sub-20, foi o grande nome do time na competição e já recebeu sua chance no time de cima. Além deles, é de se exaltar a participação de Pagé, que antes atuava como meia-atacante e reencontrou seu futebol atuando na lateral direita. O meia Pedrinho foi o segundo jogador de linha com mais minutos em campo, cerca de 2050′ e contribuiu com sete assistências, sendo o cérebro do meio de campo do tricolor.

Entre os nomes nascidos em 2003, que passaram a integrar o sub-20, Marquinhos sobrou logo de cara e teria sido um dos grandes destaques do time, caso não fosse promovido ao profissional logo no início da temporada. Beraldo, zagueiro canhoto e de bom toque de bola, foi o jogador de linha com mais minutos em campo, quase 2200′. O volante Léo Silva se destacou pela versatilidade, atuou nas duas funções da sua posição e também pela ala direita, sempre como uma das principais peças da equipe. Já João Adriano foi o grande nome do São Paulo no Paulistão, com 15 participações diretas em gols, em 13 jogos, com oito gols e sete assistências. Na temporada, o jovem ponta somou 11 gols e dez assistências.

Além desses atletas, Alex utilizou algumas peças do sub-17, que já se destacaram na temporada, sendo o principal nome o atacante Caio Matheus. O jovem foi artilheiro da categoria mais jovem, com 13 gols e pelo sub-20 conseguiu bom rendimento, participando de 11 jogos, marcando três gols e duas assistências. O volante Felipe Negrucci também somou 11 jogos pelo time sub-20, enquanto o polivalente João Moreira, jogador do São Paulo e da Seleção de base de Portugal, foi o sub-17 com mais atuaçnoes entre os mais velhos: 14 partidas, sendo dez delas como titular.

Outro ponto importante da primeira temporada de Alex foi a variação tática, trabalhando as diversas funções dos atletas de Cotia. O time jogou com três zagueiros, com linha de quatro defensiva, com alas, com laterais, somente com zagueiros canhotos e também apenas com zagueiros destros, com pontas, com segundo atacante, com e sem primeiro volante, com dois meias de criação, com apenas um meia na função. O que não faltou no trabalho do novo treinador foi diversidade na formação e na forma de jogar, acostumando os jogadores a diversas situações de jogo.

E se a questão é formar jogadores para o time principal, então Alex acertou em cheio no São Paulo. Foram nove jogadores do sub-20, que acabaram relacionados para o profissional nesta temporada: Marquinhos, que subiu e ficou, puxa a fila, que também tem Talles Costa, Nathan, Beraldo, Vitinho, Juan, Pedrinho, Beraldo e Patryck. Até o final de 2021, mais nomes devem ser relacionados, sendo o atacante Caio Matheus, de 17 anos, um dos mais cotados. O jovem tem agradado Rogério Ceni e pode aparecer na lista das últimas duas partidas da equipe no Brasileirão. Para o início da próxima temporada, a tendência é que pelo menos quatro atletas do sub-20 subam e façam parte em definitivo da equipe principal.

O primeiro título de Alex, que após folga, voltará suas atenções para a disputa da Copa São Paulo, no início de 2022, ainda não veio, mas a temporada do sub-20 tricolor, como um todo, tem um desempenho bastante satisfatório.

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