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Sport: contratos de jogadores terão cláusula contra preconceito em 2022

Clube pernambucano também pretende montar ações que englobam diversidade e inclusão - Rafael Vieira/AGIF
Clube pernambucano também pretende montar ações que englobam diversidade e inclusão Imagem: Rafael Vieira/AGIF

Esporte News Mundo (redacao@esportenewsmundo.com.br)

22/11/2021 18h06

O Sport anunciou que, a partir de 2022, fará ações voltadas para a diversidade e inclusão. De acordo com a diretora de Diversidade e Inclusão do clube, Roberta Negrini, essas mudanças serão "uma plantação de sementes do que pode ser uma instituição esportiva, inclusiva e diversa".

A diretoria que foi feita em julho deste ano, após a vitória da chapa que hoje preside o clube, já existia desde o ano passado, muito antes do ocorrido com o ex-BBB, Gil do Vigor.

"A vice-presidência de Inclusão e Diversidade foi uma cadeira estruturada bem antes disso acontecer. Então ela não é uma resposta ao episódio, mas uma crença do Executivo de que é uma pauta importante, em um clube histórico, machista. Mas não é só o Sport, a maioria do Brasil e do mundo são", disse Roberta.

Sobre as cláusulas contratuais que serão feitas a partir de 2022, a dirigente explicou que não é só para causas homofóbicas, mas racistas também.

"Todos os contratos de colaboradores e atletas em 2022 tem cláusulas antirracistas e anti-homofobia. No nosso caso iremos além da questão do racismo e também da homofobia. Não admitimos que isso ocorra nos nossos ambientes", completou.

Além de ações contra o racismo e a homofobia dentro de campo, a intenção é fazer ações para os torcedores do clube. Outros pontos também foram abordados pela dirigente rubro negra como a acessibilidade e a inclusão de torcedores que tenham autismo.

"Temos processos para receber um cadeirante, mas que não são divulgados. Então a ideia é que façamos uma cartilha que possa chegar a todos os interessados. E que recebamos cada vez mais cadeirantes no nosso clube... temos um projeto, estamos preparando o clube não só para receber, como atuar no esporte e promover a inclusão do autista dentro do nosso convívio. Um projeto que ainda estamos desenhando, grande. Pernambuco tem 150 mil crianças autistas e achamos que é um dever nosso acolher nossas crianças".

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