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Conmebol reúne campeões mundiais de 1986 para homenagear Maradona no Uruguai

26/11/2021 02h19

Montevidéu, 25 nov (EFE).- Anedotas, histórias, memórias e alguns dos principais símbolos da seleção da Argentina campeã mundial de 1986 se reuniram nesta quinta-feira em uma emotiva homenagem a Diego Armando Maradona, um ano após sua morte, em evento organizado pela Conmebol em Montevidéu.

"Fiquei com o que ele era. Além do gênio do jogador, Diego tinha um dom que transcendia o jogador de futebol, você podia vê-lo fazer piruetas em 1986, ele acertaria 30 metros acima e nós parecíamos crianças que estavam em um circo assistindo a um acrobata", recordou o multicampeão Jorge Burruchaga.

Para o ídolo Independiente de Avellaneda, Maradona era "de outro planeta", alguém que vivia tanto dentro como fora do campo "à sua maneira" e morreu "muito cedo".

"Ele nos fez felizes e o mais feliz de todos foi ele, ele precisava se tornar campeão mundial. Ainda achamos inacreditável (que ele tenha morrido). Ainda fico com aquele gênio que nos deixou muitos ensinamentos, muitas alegrias e um legado não só na Argentina e na América do Sul, mas no mundo, porque Diego continuará sendo um mito", refletiu.

A Burruchaga, se juntaram alguns de seus companheiros de equipe na Copa do Mundo do México: o ex-goleiro Nery Pumpido, o ex-defensor Oscar Ruggeri e os ex-meias Sergio Batista e Ricardo Giusti.

Ruggeri disse que foi uma sorte para a Argentina que 'El Pibe' nasceu ali e que o restante dos jogadores só acompanhou "este grande capitão".

"Ele chegou no México e disse: 'Vou me trancar, vou treinar o dia todo, vocês vão me ajudar, e vamos chegar à final'", relatou o ex-jogador de Boca Juniors, River Plate e Real Madrid.

Pumpido foi um dos mais emocionados ao se referir ao astro argentino e antes de falar se derreteu em lágrimas. Mais tarde, lembrou que Maradona foi ao aniversário de 15 anos de sua filha e ficou muito feliz ao receber uma flor das mãos da garota.

"Esse era Diego, um cara que por fora era o melhor do mundo, aquele que não conseguia andar na rua. Fora do quão grande ele era, simples de desfrutar das coisas conosco. Vamos tê-lo em nossas memórias toda nossa vida, alguém que foi o número 1, o melhor de todos", destacou.

O presidente da Conmebol, Alejandro Domínguez liderou a homenagem e afirmou que a história de Maradona de superar as adversidades é o que inspira todo o futebol sul-americano.

"Hoje nos cabe ficar sem Diego. Ele foi uma inspiração e continuará a ser uma inspiração para gerações de meninas, meninos e aqueles de nós que amamos e somos a família do futebol", enalteceu. EFE

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