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Após Brereton, Chile quer descobrir jogadores para seleção em outros países

22/09/2021 05h22

Santiago (Chile), 21 set (EFE).- Feliz com o desempenho do britânico de mãe chilena Ben Brereton, o diretor esportivo da seleção de futebol do Chile, o espanhol Francis Cagigao, confirmou que a busca por jogadores de outros países para 'La Roja' continuará.

Brereton, do Blackburn, disputou a última Copa América pela seleção chilena e marcou um gol na campanha que levou a equipe às quartas de final, em que foi eliminada pelo anfitrião Brasil. Depois disso, ele voltou a ser chamado pelo técnico Martin Lasarte para os três jogos de setembro pelas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2022, mas não foi liberado por seu clube.

"Vamos procurar jogadores debaixo das rochas, seja nos Estados Unidos, no Reino Unido ou no Zimbábue, em qualquer lugar, porque é nossa obrigação, desde que ele tenha potencial para entrar na equipe e ser eficaz para o futuro", declarou Cagigao em entrevista coletiva organizada pela Associação Nacional de Futebol Profissional do Chile (ANFP).

Entretanto, nem todas as descobertas recentes deram certo. O atacante americano Robbie Robinson, cuja mãe é chilena, foi convocado por Lasarte para as partidas do começo deste mês pelas Eliminatórias, mas acabou desistindo de jogar quando já estava concentrado com a delegação chilena.

"É claro que quando Robbie Robinson chegou algo aconteceu com ele, ele não estava feliz. No terceiro dia, ele sequer conseguiu treinar. Logicamente eu, junto com o pessoal médico, tomei uma decisão e o melhor foi que ele retornasse ao seu país. O que é claro é que ele é um bom jogador, com potencial", recordou o dirigente.

Na época, o que aconteceu foi uma postagem no Instagram do jogador, no qual ele disse que precisava avaliar qual seleção ele queria representar, a dos Estados Unidos ou a do Chile, e foi por isso que ele decidiu sair.

Cagigao, no entanto, mostrou hoje uma carta assinada pelo jogador em que ele renunciava à seleção americana, em resposta a outros relatórios que acusavam o Chile de não ter tal documento.

"É claro que, para representar um país, você tem que estar em campo por pelo menos um minuto. É uma mentira que não tínhamos este documento", garantiu.

O diretor esportivo também defendeu seu trabalho na seleção contra as críticas que recebeu de ex-conselheiros da ANFP, como Germán Corengia, que afirmou não ver nele "plano, foco ou direção". Cagigao exibiu uma apresentação para ilustrar as áreas em que ele trabalha e nas quais está envolvido.

REAÇÃO NAS ELIMINATÓRIAS.

O dirigente também comentou a situação de 'La Roja' nas Eliminatórias, em que a equipe é apenas oitava colocada, com sete pontos, a seis do Equador, que vem em quarto lugar, e a Colômbia, quinta. Na rodada tripla de setembro, o Chile perdeu para Brasil e Colômbia e empatou com o Equador.

"Pedimos muito mais. Nem os jogadores nem a equipe técnica ficaram satisfeitos. Também é verdade que obtivemos resultados importantes, como contra a Argentina fora de casa ou contra o Equador em altitude", comentou.

"Você pode perder contra o Brasil, o importante é que se você vai perder, faça-o do jeito que nós perdemos, criando oportunidades. Você pode perder para eles, eles não perderam pontos contra ninguém. Não podemos estar satisfeitos com a primeira metade do jogo contra a Colômbia", completou.

De olho na próxima rodada tripla, em outubro, na qual os chilenos enfrentarão o Peru, em Lima, e o Paraguai e a Venezuela em Santiago, Cagigao não escondeu que o objetivo é obter três vitórias.

"Com esses nove pontos estamos na luta, em quinto ou perto disso, muito perto. Depois disso, se tivermos que nos contentar com menos pontos dependendo de como os jogos se desenvolvem, isso é futebol, mas do nosso ponto de vista estamos indo para nove pontos. Temos que ser agressivos em nossa abordagem e sair para ganhar", analisou.

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