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Atleta asilada na Polônia diz confiar na segurança dos pais em Belarus

05/08/2021 21h27

Cracóvia, 5 ago (EFE).- A velocista bielorrussa Krystsina Tsimanouskaya, que recebeu asilo político na Polônia, revelou nesta quinta-feira que conversou com os pais e que confia que nada de mal acontecerá com eles, após ter fugido do que classificou de uma "tentativa de sequestro" do governo de Aleksandr Lukashenko.

Mais cedo, o vice-ministro de Relações Exteriores polonês, Marcin Przydacz, garantiu que a atleta, que competiria nos 200m rasos do atletismo nos Jogos Olímpicos de Tóquio, está "em um lugar seguro" e em boas condições.

"Falei com meus pais hoje, e me disseram que estão bem. Confio que nada de mal acontecerá com eles", disse Tsimanouskaya.

"Espero decidir junto com meu marido quanto tempo ficaremos na Polônia. Logo tomaremos uma decisão", completou a velocista.

Além disso, Tsimanouskaya garantiu que, com o gesto que teve, espera ajudar outros cidadãos bielorrussos que passam por situação semelhante a dela.

A velocista participaria da prova dos 200m rasos, mas foi forçada por dirigentes do Comitê Olímpico de Belarus a deixar os Jogos Olímpicos, devido a publicação de mensagens em que criticava os próprios técnicos, por tentarem incluí-la no revezamento 4x400.

No aeroporto de Haneda, em Tóquio, a que foi transportada, com o objetivo de tomar um voo de volta ao país de origem, a velocista pediu proteção a policiais japoneses, segundo explicou em declarações à emissora de televisão "NHK".

O Comitê Olímpico de Belarus, presidido por Viktor Lukashenko, filho do presidente do país, garantiu em comunicado que a velocista teve que suspender a participação nos Jogos por decisão dos médicos, devido ao "estado emocional e psicológico" que apresentava.

Por sua vez, Tsimanouskaya negou a versão, que afirmou se tratar de uma "mentira".

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