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Simone Biles exalta desempenho de Rebeca Andrade: "Ela é inspiradora"

04/08/2021 02h39

Tóquio, 3 ago (EFE).- A americana Simone Biles, maior estrela da ginástica artística, enalteceu nesta terça-feira a trajetória de superação da brasileira Rebeca Andrade, que se tornou a sensação da modalidade nos Jogos Olímpicos de Tóquio ao conquistar um ouro e uma prata.

Em entrevista coletiva, a americana disse que Rebeca "é incrível por ter seguido em frente depois de tudo o que passou", ao se referir às diversas lesões de joelho sofridas pela brasileira.

"Ela é inspiradora. Sei que teve muitas lesões, mas vê-la nesses Jogos Olímpicos e indo tão bem foi muito emocionante para mim porque eu a vi passar por tudo isso. Tenho certeza que ela irá muito bem nos próximos anos e que isto é apenas o início para ela", afirmou.

Simone Biles, que desistiu de disputar algumas finais da ginástica artística em Tóquio para priorizar a saúde mental, revelou ter conhecimento que outros atletas "estão passando pelo mesmo" que ela e opinou que o assunto "deveria ser muito mais discutido".

"Sei que alguns de nós estão passando pelas mesmas coisas, e sempre nos dizem para que superemos, mas somos todos adultos e podemos falar por nós mesmos. Não somos um simples entretenimento, somos humanos. Há coisas que acontecem nos bastidores que tentamos equilibrar com o esporte", argumentou.

Após uma semana ausente das finais, a americana voltou a competir nesta terça-feira e conquistou a medalha de bronze na trave. Segundo ela, "a única razão" pela qual disputou a trave foi o fato de não ter piruetas. Desta vez, ela trocou sua saída habitual do aparelho, que costuma ter um giro, por outra com um duplo twist carpado.

"Na última hora, decidimos trocar a saída, que eu provavelmente não fazia desde que tinha 12 anos, porque sempre fiz pirueta desde os 13 ou 14 anos", descreveu.

A impossibilidade de fazer piruetas sentida por Biles foi o que levou a ginasta a abdicar da final por equipes e a não participar das outras, de modo a não se machucar.

"Na trave, o trabalho é fácil, sempre consegui fazer. Não pude competir em nenhuma outra final, então foi uma m... mas pude competir por equipes. Bem, o único salto que fiz foi ótimo, mas, a partir dali, fui vendo a situação no dia a dia. Para as outras finais, física e mentalmente, não era seguro competir sem colocar em risco a minha saúde e segurança", analisou.

Devido às adversidades, a ginasta confessou que "não esperava ganhar uma medalha", mas que o bronze na trave em Tóquio "é mais especial do que o do Rio de Janeiro", em 2016, quando também ficou no terceiro lugar.

"Tive de ser avaliada pelos médicos todos os dias e depois tive duas sessões com um psicólogo da equipe, mas treinei a trave todos os dias. Foi uma longa semana, foram cinco longos anos. Ter mais uma oportunidade de competir nos Jogos Olímpicos significa o mundo para mim", acrescentou.

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