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"Nunca escutei quem dizia que meninas não podem andar de skate", diz Fadinha

26/07/2021 15h40

Tóquio, 26 jul (EFE).- A skatista Rayssa Leal, que aos 13 anos se tornou nesta segunda-feira a medalhista olímpica mais jovem do Brasil, afirmou que nunca deu ouvidos a quem dizia que as meninas não podem praticar o esporte.

Em entrevista concedida após conquistar a medalha de prata na final feminina do skate street feminino, a Fadinha se mostrou "muito feliz" por ter "realizado o sonho" dela e de seus pais.

A adolescente fechou a prova com um total de 14,64 pontos e foi superada apenas pela japonesa Momiji Nishiya (15,26), também de 13 anos. Outra skatista da casa, Funa Nakayama (14,49 pontos), de 16 anos, completou o pódio com o bronze.

"É fantástico estar aqui em Tóquio. Quando voltar ao Brasil, a primeira coisa que vou fazer será dizer aos meus amigos que eu consegui, que todos os meus esforços deram resultado", disse Rayssa, que também espera "comemorar com uma festa" ao voltar para casa.

Perguntada se já teve que lidar com o preconceito no skate, a maranhense afirmou que "nunca escutou" quem dizia que o esporte era apenas para meninos ou que não era possível conciliar com os estudos.

"Acredito que todos os esportes são válidos para meninos e meninas, não há barreiras nos esportes. Não acredito nas ideias desse tipo, ou que estudar e praticar skate sejam incompatíveis", disse a skatista, que confesosu ter recebido o apoio dos pais ao iniciar a carreira.

Rayssa Leal, que na entrevista coletiva se mostrou muito mais falante do que as rivais japonesas, também comentou que a popularidade do skate é crescente no Brasil e revelou que jogar futebol era outra de suas paixões.

"Gostaria de crescer, mas de continuar sendo uma menina. Não queria ter tanta responsabilidade, mas continuar sendo uma menina alegre", respondeu a brasileira ao ser perguntada sobre o que espera do futuro.

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